Menos sensores, mais sentido: Wearables tem futuro? – Daniel Bryan

As grandes marcas #tech vem apostando em equipamentos que podem melhorar a vida no dia a dia. Wearables, que corresponde ao conceito de “computador em você”, cresceu na onda fitness para acompanhar atividades físicas, notificar, monitorar sono, contar passos, entre outras tantas funções que metrificam uma rotina de treinos, cada marca com uma configuração específica de uso.

As pioneiras no ramo são Fitbit, Apple Watch e a Pebble, sendo que essa última acabou falindo. Tivemos ainda o Google Glass como um “revolucionário fracasso” e o Spectacles, o óculos especial para Snapchat e Instagram que facilita a captura de cenas, gerou controvérsias e bateu de frente com a moda. Outros bons exemplos de gadgets wearables estão nas “Power Bank“, que garantem a sobrevida em nossas baterias e os cobertores térmicos elétricos.

“Estamos no começo de uma era em que o exercício físico está quase totalmente fora de nosso cotidiano, criando uma lacuna que tentamos preencher com atividades ditadas pela tecnologia – “Unplugged”

A citação acima chama a atenção para os excessos de tecnologia na vida moderna e o uso destes equipamentos para comandar as atividades físicas. Quem se interessar por esse tema pode ler mais aqui. Enquanto profissional de tecnologia que tem uma rotina forte de treinos, tenho opinião um tanto diversa da colocada pelo blog.

Mesmo com a certeza de que ninguém vai fazer nenhum tipo de atividade física por causa de um aparelho, é inegável a contribuição da tecnologia no monitoramento dos treinos. A evolução tecnológica permitiu que se desenvolvessem aplicativos e equipamentos que auxiliam o acompanhamento das respostas do corpo aos estímulos de cada modalidade de exercício, tornando as atividades físicas mais ricas e adaptáveis.

É um argumento bem duro dizer que as pessoas estão viciadas em tecnologia e que esse vício dita o ritmo das atividades. Sem contar que quanto melhor o nível do “atleta”, mais minimalista acaba sendo, pois depende mais de si e de técnica corporal do que de aparelhos ou recursos externos.

Acredito que a inovação #tech amplia o acesso das pessoas ao universo da saúde e da atividade física, estimulando as pessoas através novas possibilidades de aprender, monitorar e compartilhar seus treinos. Se o GPS não existisse, por exemplo, certamente muitos não seriam maratonistas hoje. Um tênis velho, bermuda e um celular podem ser o começo de uma revolução…??

Deixo a reflexão: estamos nos tornando uma espécie de Inspetor Bugiganga ou de fato existem segmentos que esses gadgets ajudam?

Na mesa Mi Band 2

Apresento o Mi Band 2 da Xiaomi, um gadget “fitness tracker” dos mais usados no mundo, com ótimas funcionalidades. Mede passos por dia, notificações simples como chamadas recebidas, relógio, sono, batimentos cardíacos entre outros. Mi Band representa um dos conceitos Wearable mais populares, aliando baixo custo (U$20) e boas funções no universo saúde.