O que a sua empresa pode fazer hoje para melhorar a mobilidade?

Trânsito parado e infernal é um problema que acomete as grandes cidades do planeta. Aqui no Brasil, sentimos mais este problema nos grandes centros urbanos. Mas como a infraestrutura para a mobilidade em geral é precária, os carros se enfileiram até nas cidades de pequeno e médio porte.

Claro, a solução seria investir no transporte público. Mas indo um pouco além na questão, vamos que o carro desloca as pessoas em seus trajetos bem específicos. Afinal, cada pessoa tem uma casa e um local de trabalho… Ou não?

Quando pensamos numa cidade como São Paulo, vemos que a maioria dos escritórios corporativos estão situados em um eixo único comercial, que se estende por algumas avenidas e bairros, mas que, em geral, ficam próximas. Num mesmo prédio comercial da Faria Lima, Funchal, Berrini e adjacências, estão a maioria das multinacionais instaladas no país.

Significa que muito do tráfego da cidade está se deslocando de diversas partes da cidade para aquela região durante a semana. Provavelmente as pessoas têm vizinhos que trabalham a poucos quarteirões, mas não sabem.

Pensando nisso, o mundo está redescobrindo a boa e velha carona, que agora vem num nome cheio de anglicismo e malícia: carpooling. O Waze Carpool, por exemplo, é um serviço que visa otimizar os deslocamentos na cidade.

Outra opção é quando as empresas se interessam pela solução deste problema. Patrocinadora de um dos espaços de debate no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, a Bosch comprou no início do ano de 2018 a startup Splt e está testando a solução de carona entre seus empregados no mundo todo. Segundo o que seus executivos apresentam no evento, a economia para a empresa foi tão grande que agora o Splt está sendo empacotado para vendas diretas a outras empresas.

Na mesma linha, uma startup nacional se coloca como um app de caronas para o mercado corporativo, para que os usuários se desloquem apenas com colaboradores da mesma empresa ou, no máximo, empresas vizinhas. Trata-se do Bynd, que se apresentou como parte de uma solução no trânsito das cidades querendo atacar justamente a média de ocupação dos automóveis: geralmente as pessoas se deslocam sozinhas, sendo que o carro tem espaço para quatro ou cinco.

E não estão sozinhas: há tantas outras soluções já existentes no mercado, de modo que você pode até mesmo incentivar o RH de sua empresa a procurar uma delas.

Uma coisa é certa: não há mais espaço nas cidades para mais avenidas, pontes e afins, uma vez que 70% do espaço de uma cidade já é ocupado pela infraestrutura destinada aos carros (ruas, avenidas e estacionamentos). Imagine um mundo em que este espaço pudesse ser revertido em habitação ou áreas de lazer?

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