Agora você pode compartilhar no Instagram o que está vendo na Netflix

É agora que o zeitgeist semanal do serviço de streaming chega com tudo nos Stories

Você é daquelas pessoas que adora filmar a tela da TV mostrando o que está vendo na Netflix pra depois postar nos Stories? Fique feliz pois sua vida vai ficar mais fácil agora que o serviço de streaming vai permitir que você compartilhe seu conteúdo no Instagram.

A ação, no caso, é resultado de uma integração firmada pela plataforma com a rede social de fotos, que vai permitir que conteúdos da Netflix sejam disponibilizados no Stories. A ser liberado primeiro para usuários do iOS, o sistema funciona com base no aplicativo do streaming, que vai disponibilizar uma ferramenta que permite o acesso ao conteúdo pelo Instagram.

O esquema é mais ou menos parecido com o que o Spotify faz hoje com o aplicativo possuído pelo Facebook. A ferramenta permitirá que você customize a capinha disponibilizada pela Netflix com outras aplicações do Stories (como stickers e caixa de perguntas), ficando disponível 24 horas na sua página antes de ser deletada automaticamente. Se a pessoa que acessa seu Stories tiver instalado no celular o app do streaming, ele poderá clicar num link que o levará diretamente à pagina do conteúdo no catálogo do serviço.

O conteúdo disponibilizado, no caso, é uma capinha da produção, acompanhado de um teaser rápido e o selo “Original Netflix” estampado em algum canto da arte se for algo produzido pelo serviço. Haverá artes disponibilizadas para obras que não sejam de autoria do streaming, porém.

O curioso é que, pelo menos segundo a própria Netflix, o botão de compartilhamento do seu app não se limitará apenas aos Stories do Instagram. O screenshot divulgado pela empresa mostra opções como o WhatsApp, o Messenger e mesmo o Twitter – confira abaixo:

“Nós estamos sempre de olho em maneiras de facilitar aos nossos membros o compartilhamento de títulos da Netflix dos quais eles são obcecados sobre e ajudá-los a descobrir algo novo para se assistir” escreve a empresa no comunicado sobre a nova ferramenta. O propósito parece ser bem este mesmo: ajudar o “zeitgeist semanal” promovido pelo serviço a alcançar maiores alturas e mais rapidamente, impulsionando os números de visualizações da plataforma no processo – sem contar o boost que a função deve dar no número de pessoas com o aplicativo do serviço no celular.

A novidade, porém, ficará por enquanto restrito a usuários do iOS, que ganharão a aplicação à partir de hoje. Embora uma versão para Android esteja em andamento, ainda não previsão de quando a ferramenta chega para o sistema.

Fonte


Transformação digital dói e expõe os erros corporativos

A transformação digital já é uma realidade e as empresas que ainda não estão de olho nesse movimento precisam correr atrás do tempo perdido, para não ficarem ultrapassadas. E não se trata apenas de levar tecnologia ou inovação para dentro da companhia, e sim, mudar a estrutura da organização para aumentar o desempenho e buscar resultados melhores.

Segundo George Arraes, gerente sênior de Customer Experience da CI&T, empresa que atua na jornada digital, a mudança de 'mindset' é um dos principais entraves, já que é necessário mudar a cultura da empresa, alterar a estrutura de comando e controle e fazer com que os profissionais trabalhem integrados em busca do mesmo objetivo.

O executivo observa que a transformação digital propõe uma mudança gradual, segura e estruturada da empresa em uma jornada que tem como objetivo o aperfeiçoamento constante de processos, durante um longo período.
Outro entrave é conseguir pensar em melhorias e soluções que realmente vão fazer diferença e entregar valor ao consumidor final.

O cliente deve ser colocado no centro do negócio e o trabalho é voltado para atender às necessidades que o consumidor possui em sua experiência, de ponta a ponta. "Mesmos nos casos de sucesso haverá momentos de dor, principalmente quando silos são quebrados e estruturas e estratégias são questionadas", ressalta Cesar Gon, CEO e fundador da CI&T.

Veja abaixo os 5 principais entraves para implementar a transformação digital em grandes companhias:

1) Percepção da urgência

Muitas empresas não percebem que precisam se reinventar ou mudar o negócio para acompanhar as ofertas disponíveis no mercado e as necessidades do cliente, que mudam de tempos em tempos. Algumas deixaram até de existir porque não tiveram a percepção que precisam se transformar. A Blockbuster, por exemplo, foi extinta porque não enxergou a grande oportunidade que o mercado de streaming permitia. A empresa viu a Netflix nascer e ocupar os espaços que seu serviço não atendia.

"A percepção de urgência dessa mudança é uma questão de saúde para o negócio. Existem muitas instituições conservadoras e que ainda não são pressionadas, mas em um setor de alta competitividade, elas precisam estar dispostas a passar pelo desconforto para não serem engolidas pelo mercado", disse Arraes.

2) Aprendizado rápido

A maioria das empresas está acostumada a ter um processo longo para implementar novos projetos. E assim, o desenvolvimento das soluções demora e os consumidores não recebem o que precisam.

"É preciso estar pronto para ter uma estrutura que faça testes de hipóteses, construa experimentos rápidos e aprenda com eles. O sucesso no mundo atual é baseado em resiliência, aprendizado e evolução", afirma.

O aprendizado é muito relevante dentro do processo de transformação digital. Testar hipóteses e implementar MVPs (Produto Mínimo Viável) para ter feedbacks rápidos do cliente ou consumidor ajudam a agilizar esse processo.

"A velocidade é super importante. A velocidade pela velocidade produz lixo na velocidade da luz, mas a velocidade associada ao aprendizado, com análise de dados e números, mostra o que o experimento permitiu", completa Arraes.

3) Deixar a estrutura de comando e controle

A estrutura de comando e controle é o padrão da maioria das empresas. Nela, o chefe é a figura principal e quem tem mais experiência diz o que fazer, enquanto os demais apenas executam, sem conversa ou discussão sobre o assunto. No entanto, essa conduta atrapalha o desenvolvimento rápido de ideias e projetos.

"Hoje, não existe garantia de que a sua ideia seja a melhor ideia. Ela está sujeita a questionamentos e a falhas. O líder tem que se transformar do comando e controle para um líder que é inspirador", ressalta Cesar Gon. "Por isso, o papel da liderança é fundamental para quebrar esse paradigma de comando e controle e, assim, promover o engajamento dos colaboradores no novo modelo de trabalho", aponta.

Com a transformação digital essa prática deve mudar. Todos devem trabalhar em prol do mesmo objetivo e as ideias e projetos devem ser discutidos. Todos são convidados para colaborar e trocar informações. Além disso, os departamentos devem repensar as métricas segmentadas para alcançar esse objetivo principal.

4) Criar a cultura da experimentação

Na cultura de mercado atual, a experimentação é praticamente inexistente. Existem poucas empresas que apostam em hipóteses e ideias para testar os seus projetos. O mais tradicional é seguir com um planejamento anual e complexo, que muitas vezes não traz os resultados esperados.

Na transformação digital, a experimentação é um dos pontos principais. Os MVPs permitem que hipóteses sejam testadas em prazos mais curtos e as mudanças podem ser implementadas enquanto o produto recebe melhorias e atualizações.

A experimentação permite mudanças e renovações mais rápidas e assim que um problema é identificado, a equipe já pode tentar solucioná-lo já que não é preciso esperar outras etapas acontecerem para atuar.

Quando a empresa tem como foco resolver o problema, todos estão no mesmo barco e atuam em busca do mesmo resultado. "Esse choque de abandonar o passado é muito desconfortável porque é muito intenso, vai amadurecendo ao longo do tempo" disse Arraes.

5) Expor erros

Na cultura corporativa tradicional, os erros são abomináveis e nunca devem aparecer ou fazer parte do dia a dia do trabalho. Muitas empresas encontram dificuldades para atuar com a possibilidade de errar.

Com a transformação digital, essa rotina muda: os erros devem ser expostos, discutidos e analisados. Os problemas sempre vão existir, mas quem não os conhece não consegue se preparar para imprevistos ou situações incômodas.

"É preciso expor esse erro, buscar resolver o problema e não tentar achar o culpado. Na hora que o erro é repreendido, o aprendizado acabou porque as pessoas passam a se proteger e não falam mais", fala Arraes. É importante aprender rápido com esse erro, ao invés de simplesmente ver o erro e não se posicionar.

Fonte


Instagram permitirá postar em várias contas ao mesmo tempo

Ferramenta será disponibilizada primeiro para usuários de iOS, enquanto o Android ainda não tem previsão de quando receberá atualização

O Instagram confirmou ao site TechCrunch que permitirá aos usuários publicar a mesma postagem em várias contas diferentes, de uma só vez. Segundo o porta-voz da empresa, o recurso estará disponível para usuários de dispositivos iOS em breve, mas ainda não há previsão de quando ele aparecerá no Android.

A opção “Postar em outras contas” aparecerá quando você estiver prestes a compartilhar uma nova postagem, abaixo das opções para marcar pessoas e marcar a sua localização. Isso pode economizar tempo, por exemplo, para quem gerencia diversas contas – mas e os bots, eles também se beneficiarão disso?

Já no ano passado, o Instagram acrescentou a opção de reproduzir stories de outras pessoas no perfil, uma vez que o usuário esteja marcado na postagem inicial. A plataforma também está testando um atalho em dispositivos Android para importar fotos do Google Fotos.

O Instagram não informou quando a novidade será realmente lançada para todos, mas alguns usuários já estão podendo conferir a ferramenta em primeira mão.

Fonte


Opinião: marcas e suas responsabilidades, o caso Carrefour e o cachorro

A marca é um patrimônio da empresa. Ela deve ser cuidada como um filho.

Tivemos recentemente um episódio lastimável e chocante, onde um funcionário de uma grande empresa matou um cachorro cruelmente, com grande repercussão nas mídias.

A marca desta empresa, não apenas no entorno do triste episódio, mas inclusive globalmente, ficará comprometida, podendo perder muitos clientes que, revoltados com tal atitude, deixarão de consumir no local e passarão a procurar por outros fornecedores.

Enquanto existem marcas buscando salvar o planeta, engajadas nas mais variadas frentes sociais, outras deixam a desejar quanto ao comprometimento de seu pessoal no que diz respeito à responsabilidade para com seus clientes relacionada à cultura da empresa e em respeito à própria marca.

Sim, pode parecer que isso fuja ao controle da empresa, mas é importantíssimo ressaltar que, na maioria das vezes, a falta de treinamento de um colaborador quanto a sua atuação e responsabilidades com a marca que ele representa no exercício de suas funções, pode causar sérios prejuízos morais e financeiros para a mesma, como ocorreu no triste episódio.

Logicamente não é possível controlar a atitude de toda a sua equipe, mas é possível pensar em sua marca e no que pode ser feito para que seja criada uma visibilidade social saudável e responsável diante de seus clientes e, principalmente, que esta seja mantida, através de constantes treinamentos, reciclagens e até atualizações de políticas internas de sua empresa. Afinal, estamos em constantes mudanças, principalmente no que diz respeito ao resgate do fator humano, interna e externamente, e que não pode, jamais, ser negligenciado.

A responsabilidade social da marca é um fator gerador de negócios. Não podemos descuidar desse detalhe essencial que muitos pensam ser de menor importância.

Por Fábio Portaluppi, Luis Porto e Daniel Bryan

Crédito da foto: Natan Holtz

Fonte


Menos sensores, mais sentido: Wearables tem futuro?

As grandes marcas #tech vem apostando em equipamentos que podem melhorar a vida no dia a dia. Wearables, que corresponde ao conceito de "computador em você", cresceu na onda fitness para acompanhar atividades físicas, notificar, monitorar sono, contar passos, entre outras tantas funções que metrificam uma rotina de treinos, cada marca com uma configuração específica de uso.

As pioneiras no ramo são Fitbit, Apple Watch e a Pebble, sendo que essa última acabou falindo. Tivemos ainda o Google Glass como um "revolucionário fracasso" e o Spectacles, o óculos especial para Snapchat e Instagram que facilita a captura de cenas, gerou controvérsias e bateu de frente com a moda. Outros bons exemplos de gadgets wearables estão nas "Power Bank", que garantem a sobrevida em nossas baterias e os cobertores térmicos elétricos.

"Estamos no começo de uma era em que o exercício físico está quase totalmente fora de nosso cotidiano, criando uma lacuna que tentamos preencher com atividades ditadas pela tecnologia - "Unplugged"

A citação acima chama a atenção para os excessos de tecnologia na vida moderna e o uso destes equipamentos para comandar as atividades físicas. Quem se interessar por esse tema pode ler mais aqui. Enquanto profissional de tecnologia que tem uma rotina forte de treinos, tenho opinião um tanto diversa da colocada pelo blog.

Mesmo com a certeza de que ninguém vai fazer nenhum tipo de atividade física por causa de um aparelho, é inegável a contribuição da tecnologia no monitoramento dos treinos. A evolução tecnológica permitiu que se desenvolvessem aplicativos e equipamentos que auxiliam o acompanhamento das respostas do corpo aos estímulos de cada modalidade de exercício, tornando as atividades físicas mais ricas e adaptáveis.

É um argumento bem duro dizer que as pessoas estão viciadas em tecnologia e que esse vício dita o ritmo das atividades. Sem contar que quanto melhor o nível do "atleta", mais minimalista acaba sendo, pois depende mais de si e de técnica corporal do que de aparelhos ou recursos externos.

Acredito que a inovação #tech amplia o acesso das pessoas ao universo da saúde e da atividade física, estimulando as pessoas através novas possibilidades de aprender, monitorar e compartilhar seus treinos. Se o GPS não existisse, por exemplo, certamente muitos não seriam maratonistas hoje. Um tênis velho, bermuda e um celular podem ser o começo de uma revolução...??

Deixo a reflexão: estamos nos tornando uma espécie de Inspetor Bugiganga ou de fato existem segmentos que esses gadgets ajudam?

Na mesa Mi Band 2

Apresento o Mi Band 2 da Xiaomi, um gadget "fitness tracker" dos mais usados no mundo, com ótimas funcionalidades. Mede passos por dia, notificações simples como chamadas recebidas, relógio, sono, batimentos cardíacos entre outros. Mi Band representa um dos conceitos Wearable mais populares, aliando baixo custo (U$20) e boas funções no universo saúde.

Imagem by namair


Ciberataques ameaçam a segurança virtual. Que tal ir de Linux?

Ciberataque é a tentativa de invadir sistemas e máquinas para se apoderar, a motivação pode ser criminosa quando pedem resgate financeiro, como aconteceu com o recente caso WannaCry e BitCoin. E existem ataques de cunho político-ideológico, como as informações que vazaram em março pelo WikiLeaks, foram cerca de 8 mil documentos "furtados" da CIA, entre eles encontraram-se operações e ferramentas de espionagem.

Vulnerabilidades são documentadas para serem resolvidas, assim sistemas iOS, Android, Windows, e aparelhos de última geração como Smart TVs, acabam sendo um poderoso ambiente para trafegar dados, gravar vídeos e enviar áudios.

Outra técnica são os malwares, programação para interferir em sistemas, e spyware para observar e enviar informações. Quanto mais usado um sistema, melhor será sua compatibilidade. Nessa lógica sistemas como Windows e Android ficam no topo de mais afetados. Isso também ocorre na Web com Wordpress por exemplo, com uma ressalva, enquanto milhares malwares são criados, soluções surgem na mesma proporção de iniciativas colaborativa.

Existem marcas, como a Apple, que apostam no controle ponta a ponta, ou seja fabricam Hardware e Software, mesmo assim não estão ilesos de ataques.

O que eu recomendo?

Em tempos de conexão ultraveloz, computação em nuvem, a melhor solução é redundar dados. Docs do Google Drive podem ter réplica no Dropbox. Arquivos de HD terem cópias em outro HD / Pen assim por diante. Essa é a lógica adotada por grandes empresas, sites e sistemas onlines.

Recomendo CloudHQ para clonar nuvens. Dropbox como repositório geral. E AmazonS3 para backup de sites.

Windows

Esse ambiente sustenta um modelo de mercado de licenças e suporte - nada contra - recomendo ter ecossistema todo atualizado, antivírus atual e visitas técnicas periódicas.

Não caia no discurso que a culpa é da Pirataria, o que vale mesmo é ter o último pacote e este não controla os meios de onde conseguiu a licença. A catraca é mais moral do que sistêmica.

Culpa dos sistemas?

Não, a maior vulnerabilidade ainda é do usuário. São aqueles cliques pegadinhas, e-mails e promoções enganosas.

Um ótimo caminho seria promover a educação digital, marcas, mercados e empresas podem reforçar a cultura das redes. Instruções básicas para o uso consciente e ético de infras, apps e dispositivos em geral. É preciso despertar a responsabilidade, provocar cidadania, direito e deveres no digital e não somente explorar fins comerciais.

Escolas cumpririam um ótimo papel de ampliar essa discussão (-_-)

Deepin, o Linux mais elegante e intuitivo

Recomendo como alternativa ao Windows para uso pessoal e corporativo. Foi o Linux mais elegante e intuitivo degustado até o momento #ficaadica

Por onde começar?

No Windows, baixe o ISO e "queime" um Pen com Rufus. No Linux, use o utilitário nativo com essa dica.

A instalação é simples e amigável, não vou delongar no processo, apenas mostrar um pouco do visu do ambiente.

Herdou muitas referências do MacOS e Windows. Usa conceito Dock (barra lançadora de apps) e grade de aplicativos tipo Android.

Toda a configuração roda num widget a direita, parece a barra de notificações do Mac.

Vem nativo: CrossOver (roda programas de Windows), Deepin Boot Maker, Deepin Movie, Deepin Music Player, Deepin Screen Recorder, Deepin Screenshot, Deepin Voice Recorder, Google Chrome, Skype, Spotify, Steam e muitos outros têm na APPStore.

Tô com Deepin há 3 meses em par com Mac, não tenho o que reclamar ¯\_(ツ)_/¯ (✌゚

Até!!!

(Imagem: HypnoArt / Pixabay)


O direito ao esquecimento

É um conceito jurídico no qual o indivíduo teria o direito de suprimir registros sobre o seu passado. Sua lógica surgiu para defender devedores de bases financeiras após pagarem suas dívidas e da figura da reabilitação criminal onde a pessoa condenada cumpriu a pena.

O conceito de direito ao esquecimento toma corpo a partir da decisão de 2012, na Europa, de retirada de determinado conteúdo das bases do Google. E agora, a discussão efervesce, dividindo opiniões e interesses entre profissionais do direito, grandes corporações e ativistas da rede. Na pauta, uma linha tênue separa liberdade de expressão, o acesso à informação e a privacidade de dados de pessoas espalhados na web.

Casos

Um dos casos mais graves foi o suicídio da italiana Tiziana Cantone, de 31 anos, motivado após um vídeo íntimo ter sido viralizado na internet onde ela dizia "Está gravando um vídeo? Bravo", a frase viralizou em memes diversos e alimentou grupos de piadas em redes sociais como Facebook e Twitter.

Ela perdeu o emprego, tentou mudar de cidade e sobrenome, pediu na Justiça que a gravação fosse removida de sites de pornografia e do Facebook. Por fim, ainda teve que pagar 20 mil euros às páginas condenadas no caso. Infelizmente a justiça entendeu que ela estava consciente da gravação e por isso deveria ser responsabilizada.

“O direito ao esquecimento não atribui a ninguém o direito de apagar fatos ou reescrever a própria história, mas apenas assegura a possibilidade de discutir o uso que é dado aos fatos pretéritos.” (Fonte: CJF.JUS)

Em contrapartida, há um caso em que a foto de dois índios seminus em ritual indígena foi retirada facilmente das redes sociais depois de denúncias que incitava pornografia.

Há uma tendência internacional, por exemplo via EUA de colocar o discurso livre em primeiro lugar e na Europa em dar mais importância aos direitos individuais. O próprio termo vem sendo debatido - Tribunal Constitucional Alemão, por exemplo, chama-se direito à autodeterminação informativa.

Da onde e pra onde vai?

Desde os tempos offline um dos primeiros casos do direito ao esquecimento bem sucedido foi o Lebach em 1973 na Alemanha: ex-soldados conseguiram barrar a exibição de um documentário sobre seu "crime de guerra" com o argumento que este dificultaria o processo de ressocialização.

Na era digital, do ponto de vista da pessoa, a questão é: como controlar a divulgação de uma informação e até que ponto essa info é privada ou pública? Somando isso à visão de um mundo jurídico mal informado, isso tende a queimar o exercício do jornalismo.

Temos que ter a liberdade de expressão de um lado e do outro, um senso comum muito claro do que realmente é crime, por exemplo, informações que afetem a intimidade, a privacidade e a vida de crianças. Essas diretrizes deveriam estar numa lei para que o poder Judiciário atue de acordo.

Mas existe um choque na construção dos direitos da Internet, entre a sua liberdade, a eficácia comercial dos serviços e a privacidade de quem as utiliza e isso tudo indo parar nos tribunais.

E o marco civil?

O conceito de direito ao esquecimento, quando colocados ao lado dos termos do Marco Civil da Internet, ainda provocam dúvidas no ambiente jurídico brasileiro. Por exemplo, se o artigo 19 da lei inviabiliza o direito ao esquecimento. Ao contrário, segundo Molon, foi previsto a exceção para neutralidade e a guarda de dados e seu posicionamento encoraja que notificações continuam sendo enviadas para a retirada de informações quando houver necessidade.

Como ficamos?

Lembrando que boa parte dos fluxos nas redes primeiro são compartilhados por uma ação ativa nossa, cabe aqui o bom senso do que e onde podemos dispor informações. Com o mobile, “passar adiante” conteúdos é cada vez mais fácil e rápido, e as gigantes da web usam nossos dados para minerar, vender e alimentar seus engines.

O compartilhamento de dados pessoais entre os monopólios é um fato - Facebook, WhatsApp, Instagram e as operadoras de telecom negociam entre si. Dado esse fato da era digital, é preciso aprender a medida da exposição de informações na rede, conhecer nossos direitos, e avaliar riscos na prática digital.

10 sugestões para reforçar a sua privacidade

01. Dê preferência ao software livre, porque o processo de desenvolvimento é documentado e revisado por todos.
02. Se possível use o Tor para navegar na Internet ou janelas anônimas.
03. Assuntos muito sérios só via dispositivos próprios.
04. Senhas em níveis, etapas, token e programas para gerenciamento são bem-vindos.
05. Evitar tecnologias da moda para trânsito de infos sigilosas, hoje sou mais Telegram/Twitter do que WhatsApp/Facebook por exemplo. Use chat sem histórico.
06. Para Call o Appear é legal e não requer cadastro.
07. Arquivos, partições e dispositivos sempre criptografados.
08. Fotos e vídeos sigilosos ou íntimos melhor nem subir em rede, quando necessário preferir serviços com reputação e regras claras de segurança.
09. Para pagamento na web prefira intermediadores como Paypal e Pagseguro.
10. "Piratear" tem ambiente certo, Torrents são testados e qualificados por todos. Nessa lógica filmes no e-Pipoca. Aconselho máquinas virtuais para testar novos apps, principalmente quando for Windows.

Bora fazer a nossa parte ;)


Querem franquear a Internet

Saudades de escrever, afastado do blog devido a correria. Tempo difícil de luta. Coragem à todos!

Operadoras de telecom vêm anunciando mudança na forma de cobrar a banda larga fixa. A proposta é impor limites de dados em franquia, semelhante o que ocorre no acesso móvel mobile.

Quando você atingir o limite de dados a banda será cortada, forçando a compra de pacotes adicionais.

A proposta veio da Vivo, após a fusão com a GVT nas últimas semanas, e se alastrou para as demais operadoras formando uma onda negativa que compromete o avanço social e tecnológico da Internet.

As ‘teles’ argumentam que o limite da banda trará melhorias no serviço, evitará supostos congestionamentos e aumentará a velocidade com preços mais competitivos. Porém, até o momento, não existem argumentos técnicos que justifiquem a necessidade dessa possível franquia.

Em defesa, existe uma petição Movimento Internet Sem Limites e o PROCON se posicionou para que empresas sejam proibidas de controlar o acesso e lembrou que a medida desrespeita o Marco Civil da Internet e o Código do Consumidor.

Nesta última sexta-feira (22), o Conselho Diretor da ANATEL voltou atrás e decidiu que as operadoras ficarão proibidas de limitar o acesso à internet de banda larga fixa "por tempo indeterminado", vamos acompanhando os próximos capítulos.

Imaginemos...

Limitar os fluxos sobre os grandes provedores de streaming como Youtube, NetFlix, Spotify e similares, representam a diminuição de praticamente a maior atividade dos brasileiros hoje com a Internet (acima dos 70%).

Os gamers serão prejudicados para baixar e jogar online.

Conversas remotas serão precarizadas via Hangout, Skype e WhatsApp, isso influenciará o custo negócio. Perderemos relevância em redes P2P como Torrents e Popcorn Time, são aplicativos, sistemas e plataformas que deixarão de circular porque dependem do continuo envio e recebimento de dados.

Desenvolvedores e o software livre também saem perdendo porque dependem dessa troca constante de experiências, códigos e pacotes.

Também vamos retroceder no WiFi livre, menos internet nas escolas, ônibus, praças, shoppings e hotéis. Sem contar que toda a produção de conteúdo hoje em dia está cada vez mais em nuvem. A era cloud domina e faz da banda seu intermediário, assim GDrive, DropBox e OneDrive são exemplos de serviços afetados.

Internet de classes e escassez

"Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são bem-vindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une."
(Trecho da Declaração de Independência do Ciberespaço por John Perry Barlow).

Existem esforços de setores poderosos para confundir o entendimento do digital na lógica do mundo físico.

Não podemos aceitar que a Internet seja escassa como laranjas, água ou luz.

Ao contrário, ela chega na parede da sua casa na totalidade da banda e o que determina a velocidade é o poder de compra.

O controle do fluxo infringe a neutralidade da rede, "o princípio que determina que todos sejam tratados com igualdade", mas na prática é possível identificar o tipo de pacote em trânsito numa rede e as operadoras aproveitam para manobrar com seus interesses, prova são conversas VoIP (Skype, Hangout) que ‘trepicam’ até cair para favorecer a venda casada do telefone.

Também há um erro em comparar a infra da Internet fixa com a móvel, a expansão do 3G/4G tem desafios superiores, usam frequências de rádio que precisam ser expandido com torres e repetidores muito mais caros que passar cabo.

Franquear é tendência: outra falácia.

Segundo a União Internacional de Telecomunicações, mais de 70% dos países do mundo usam internet fixa ilimitada. Apenas EUA, Canadá, Alemanha, Irlanda, México, Japão e Argentina existem alguns poucos planos limitados, mas são comercializados paralelamente com os ilimitados.

As ‘teles’ lucram muito no Brasil e talvez a solução fosse trabalhar a Internet como concessão. Hoje ela é explorada de maneira privada e concorrencial, ou seja, os lucros definem os interesses de expansão.

Recentemente, tive a péssima experiência de solicitar a Internet Fibra para o meu condomínio, a primeira coisa que fizeram foi estudar a viabilidade pelo número de possíveis assinantes.

Se a situação apertar a favor da franquia, aposto minhas fichas no hackeamento. Mesmo assim, seria um colapso para a inclusão digital, hábitos e modelos de negócio. Um fim bem antagônico, pois o universo digital não se desenvolveu na lógica do consumo, divisão de classes e muito menos na escassez de banda.


E o Uber?

Esta semana será decisiva para o caso Uber em São Paulo, pois o prefeito Fernando Haddad deve decidir nesta quinta-feira(8) a regulamentação e o futuro do veto para o PL 349/14.

Sob pressões, circulou uma campanha descolada $$$ e bem articulada em todas as redes, como o vídeo de Marina Person que diz: "São Paulo pede outra atitude corajosa do prefeito". Mais infos via: Uber e SPressoSP

"Precisamos modernizar o serviço. Não podemos dispensar uma tecnologia disponível que é do agrado do usuário em função de preconceitos. Mas temos que reconhecer que sem regulamentação esse serviço vai degradar e não auxiliar a cidade", observou Haddad.

Segundo o prefeito, os estudos técnicos e jurídicos sobre o tema estão prontos. O projeto prevê a criação de uma nova categoria, permitindo a autorização de um serviço de táxis exclusivo por meio do uso de aplicativos. Os motoristas teriam que seguir normas e regras, além de pagarem uma taxa estabelecida pelo poder municipal.

Luddismo e o embate

(Fonte: Wikipedia)
(Fonte: Wikipedia)

Em 1811, na Inglaterra, os luditas chamaram a atenção ao invadirem fábricas e destruírem máquinas, que, segundo eles, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos.

Aplicativos como Uber, Waze e 99Taxis representam o avanço das novas tecnologias que nos servem. São códigos empacotados que ganham vida, interagem e se transformam no avanço de novos dispositivos e suas relações humanas. Pode ser difícil de aceitar, mas é só no começo, foi assim também no passado com tecnologias como o K7, que fez repensar a venda de vinil, o blockbuster e o cinema, o MP3 e as gravadoras e agora os streamings ondemand e a compra de downloads.

No caso do Uber, a tecnologia permite rapidez e a facilidade a um clique, derruba custos por simplificar o operacional e bloqueia o pagamento de extras a terceiros, o que propicia, por sua vez, tarifas mais justas à população. Em São Paulo, precisamos apoiar todas as iniciativas que permitam transportes mais eficientes, opções ao cidadão, e o táxi poderia interagir muito bem com sistemas como metrô, corredor de ônibus e as bikes.

Por outro lado, sabemos que taxistas pagam caro a conta para regulamentar sua profissão, manter seu carro em dia e muitos ainda "compram" pontos privilegiados. É daí que surge todo um comércio ilegal de alvará com garantias de faturamento. Parte do valor alto das corridas dos aeroportos, por exemplo, são para "fazer jus" a todo um esquema de investimento.

O que fazer com a novidade?

Acredito que regulamentar é sempre o melhor caminho e as discussões já geram modelos para as novas tecnologias que vão aparecer. No caso Uber, regularizar pode expandir o setor, fazer com que a população pague menos e os taxistas de fato ganhem mais.

Diminuir intermediários sempre foi saudável para todos os setores e essa é uma das principais dádivas do [email protected], algo que precisa ser melhor aproveitado.

O não olhar ao Uber é não reconhecer que tem uma demanda social, que existem interesses comerciais contrários que precisam ser equalizados a uma nova realidade da sociedade, desta vez conectadas em redes e em rápida evolução.

Estou na torcida para que dê tudo certo!

Veja o vídeo da campanha:

Estamos do mesmo lado, Prefeito Haddad.
Acesse http://t.uber.com/SAOPAULO e envie sua mensagem para o prefeito.

Posted by Uber on Terça, 6 de outubro de 2015


The Pirate Bay, o peregrino da liberdade

Se você gosta de baixar filmes, games, seriados, apps e outros bytes, certamente sentiu a sua falta. Um dos acontecimentos mais marcantes da Internet no ano passado foi a retirada do site The Pirate Bay (TPB) do ar, o tracker de BitTorrent mais amado da galáxia.

A polícia sueca fez uma grande operação e aprendeu servidores do TPB. O site caiu em 9 de dezembro, na cidade de Estocolmo, na Suécia, por violação de leis de direito autoral. Foram onze anos de existência, sobrevivendo a processos, apreensões e a saída de seus fundadores.

we-are-tpb

Muitos acreditavam, como eu, que o site logo voltaria, o que não aconteceu. Duas semanas depois de ter saído do ar, o TPB colocou em sua home um contador indicando o tempo que estava off. Semanas depois, o contador virou o contrário, marcando um tempo que termina em 1º de fevereiro. Surgiram outras surpresas: o logo na parte inferior direita que se move para esquerda usa um arquivo com o nome "totheisland.png" ("para a ilha", na tradução em português) e o CSS é "setsail" ("partir").

thepiratebay-island

*Atualização do site sugere a volta do TPB. Fonte: wikimedia.org

Na ausência do "peregrino da liberdade", como o TPB é chamado, muitas cópias vêm surgindo, como o thepiratebay.ee e thepiratebay.cr. Paralelamente, os responsáveis pela tradicional IsoHunt conseguiram manter a "pirataria" ativa e levar o acervo do indexador sueco a um novo endereço: oldpiratebay.org

thepiratebay-isohunt

O IsoHunt.com foi um dos mais populares Torrents antes de 2010. Em 21 de outubro de 2013 foi fechado, após anos de batalhas no tribunal contra a MPAA, a quem também pagou 110 milhões de dólares por danos pela "distribuição ilegal" de conteúdo. Duas semanas depois, o IsoHunt.to foi reinaugurado, conseguiram manter o site por mais de um ano, e esta é a equipe disposta a manter o novo Pirate Bay, caso o antigo não volte.

Momentos importantes

1- Onde tudo começou

piratbyran-logo
TPB foi fundado em 2003, por um coletivo sueco chamado Piratbyrån (escritório pirata), formado por ativistas políticos e hackers. O objetivo era compartilhar arquivos, músicas e vídeos.

the-pirate-bay-2004

Um ano depois, o site tinha cerca de 1 milhão de peers e quase 60 mil torrents. Em 2005, começou a ganhar acessos pelo mundo afora.

2- Primeira queda

the-police-bay

No final 2005, eram 2,5 milhões de peers. Foi o ano em que a Piratbyrån se afastou alegando que o TPB ficou grande demais para as pretensões do grupo. Audiência bombando, a indústria do entretenimento começou a pedir a remoção de conteúdos e a denunciar à polícia. Em 31 de maio de 2006, TPB foi derrubado pela primeira vez (três anos após fundação), mas ficou fora por apenas três dias, reaparecendo em outro servidor. Para provocar a polícia, o site veio com o nome "The Police Bay" com o logo do barco atirando balas de canhão em Hollywood.

3- Julgamento

piratebay3

A operação policial chamou a atenção da opinião pública, o que fez com que os acessos do TPB crescessem ainda mais. Em 2009, três dos fundadores e o adm do site foram condenados na Suécia por violação de direitos autorias. O julgamento entraria para a história, pelo que poderia representar para o futuro da distribuição de conteúdo na internet e pela falta de preparo e evidências da indústria em provar a ilegalidade das atividades do site.

A sentença foi fixada em um ano de prisão, e a multa, em 3,6 milhões de dólares. Os réus recorreram, conseguirem a diminuição da pena e a multa subiu para 6,5 milhões, sendo que dois cofundadores fugiram do país.

4- Nômades digitais

workanywhere

Durante o processo, os bens do TPB foram enviados para uma empresa das Ilhas Seychelles, que opera até hoje. Em 2009, o tracker foi tirado do ar e virou um indexador de torrents. O domínio percorreu Groenlândia, Islândia e Saint Marteen, no Caribe.

5- Para as nuvens

dados-nas-nuvens

Fonte: blog.cooperforte.coop.br

Em 2012, o TPB era o site mais censurado da Internet, com decisões judicias para o bloqueio na Dinamarca, Itália, Reino Unido e Holanda. No final do ano, as operações do site foram migradas para nuvem, o que traria economia e dificuldade para derrubá-lo pela diminuição da infraestrutura física. Foram muitos processos, bloqueios de domínios e servidores, além de duas condenações, mas o TPB se manteve de pé!

6- Documentário

Em fevereiro de 2008, foi lançado um documentário sobre o TPB e seus criadores. O lançamento e distribuição – como não poderia ser diferente –  foram realizados via Torrent. Peter Sunde, um dos fundadores, não gostou que o doc dedicou muito tempo a processos e julgamentos.

7- Naufrágio

pirate-bay-sinking

Em outubro de 2014, o cofundador Gottfrid Svartholm foi condenado a três anos e meio de prisão por invasão de sistemas. Depois foi a vez de Fredrik Neij, preso na fronteira da Tailândia com o Laos. O tribunal francês ordenou que os provedores do país bloqueassem o acesso ao TPB. Dois meses depois, o Google baniu de sua Play Store todos os apps que driblavam restrições impostas por provedores ao TPB.

Em agosto de 2012, a polícia sueca aprendeu os servidores pertencentes ao site. Peter Sunde (que não faz mais parte da equipe), em seu blog, sugeriu que poderia ser o fim do TPB, por falta de interesse da comunidade em inovar e a ganância dos novos dirigentes.

O site vai voltar?

tpb-9dias

Espero que sim, por representar toda uma geração ávida por liberdade de compartilhar. É assim que o TPB entra para a história, como um projeto colaborativo de sucesso entre fãs e hackers pelo mundo.

A indústria da intermediação não conseguiu ser justa com seus autores, que, por sua vez, não foram retribuídos ou reconhecidos como deveriam. O Copyright serviu para perpetuar fortunas e suas estrelas, gerando exclusão de todos os envolvidos. Um modelo bem ultrapassado diante de um mundo cada vez mais digital e conectado.

Através de sistemas simples e funcional, a "pirataria" foi ganhando um novo significado.  O legado remodelou a lógica de distribuição – cujo desafio, na minha opinião, sempre foi garantir os interesses de autores, obras e consumidores – e os grandes compartilhamentos ainda fazem muita gente ir ao cinema, comprar streamings e adquirir obras em geral. Windows e Office, por exemplo, sobrevivem até hoje graças à pirataria, que fez com que virassem padrão de uso.

O mundo corporativo vê o torrent com preconceito e não como tecnologia aliada. Grandes marcas, como App£e e Micro$oft, podem aproveitar todo o potencial de banda gerado pela corrente colaborativa, e indexar no TPB, por exemplo, em vez de centralizar em seus servidores, fazendo seus clientes passarem várias horas baixando os programas.

O Brasil é o quarto país no ranking mundial de pirataria de filmes na internet, segundo dados do segundo semestre de 2014, e muitos não tem um cartão internacional para contratar serviços alternativos. Dificultar a pirataria via torrent é um tremendo retrocesso.

Do p2p do antigo Napster aos revolucionários NetFlix, Spotify e Rdio – estes últimos esbanjam em tecnologia e são exemplos de caminho para o ideal de distribuição e remuneração (ainda faltam preços mais populares) – essas ferramentas (não importa o nome e época) alimentam o desejo de uma sociedade cuja a cultura ainda está em processo evolutivo, não de Darwin, mas das redes ;)

No mais, me sinto um pirata!

Enquanto o TPB não retorna, indico 10 sites para torrents, na ordem do Alexa:

01- https://kickass.so/
02- https://www.torrentz.com/
03- http://extratorrent.cc/
04- http://thepiratebay.se/
05- http://yts.re/
06- https://eztv.it/
07- http://rarbg.com/torrents.php
08- http://isohunt.to/
09- http://1337x.to/
10- http://www.limetorrents.cc/

Por curiosidade, a lista de proxys operando o The Pirate Bay: proxybay.info

Até a próxima.