Web 2.0 anos – Daniel Bryan

Olá pessoal, na sexta passada a WEB fez aniversário – são 20 anos de história e revolução. Começou quando Tim Berners-Lee fez a proposta para criação de um sistema unificado de informações ao CERN (Conselho Europeu para Pesquisa Nuclear). Daí nascia a idéia de um conjunto de documentos de hipertexto interligados e acessíveis pela internet.

É comum a confusão entre internet e web (WWW), sendo que esta última é a aniversariante e representa apenas uma das camadas da internet onde podemos considerar a mais importante (parte “visual”).

No final dos anos 90, Lee com as suas páginas WWW democratizava o acesso à internet, antes restrito ao âmbito acadêmico, entre blocos de textos e links com fundos brancos e pretos – assim surgia o formato (hipertexto), linguagem (HTML), protocolo (HTTP), navegadores (Mosaic e Netscape), a caminho do que é hoje a poderosa Hipermídia.

Será que Lee imaginou a dimensão da sua criação?

Sendo a ponta do iceberg, recebeu o apelido de Web 2.0 quando inaugurou um período de conteúdos produzidos pelos próprios usuários, são blogs, wikis, redes sociais, sites colaborativos e repositórios, nasce então uma plataforma de interatividade com interfaces amigáveis que instigaram a participação nunca antes visto.

Quem assopra as velas?

Os méritos da web não se restringem a Lee, como diz Manuel Castells e Pierre Lévy: a web não foi inventada, nem difundida, não é fruto dos interesses capitais de mega corporações como Xerox, IBM, AT&T, Microsoft, da cultura hacker, empresários, do exército ou de qualquer entidade que contribuiu para o seu crescimento. É mérito dos próprios Internautas.

Sim, somos nós que fizemos o que a Web é hoje: com os diferentes usos, consumos, interesses – alimentamos a web com que gostamos, com ferramentas que atendessem as nossas necessidades – surge uma inteligência coletiva auto-organizada, um sentimento libertário, revolucionário e ao mesmo tempo caótico.

Movimento social desterritorializante, uma arena de batalha a favor da liberdade de expressões e idéias – uma rede tecida por fios de uma criação coletiva (Remix) e uma cultura livre (Free). Ao contrário da proposta dos meios de comunicação unidirecional (TV e rádio), oriundos da era industrial – agora somos celebridades, seres únicos, micros-atores que fazem as suas intervenções.

Os tempos mudaram, a Web contribuiu para uma revolução social e midiática sem precedentes. Com tantas ofertas de informação, cabe a seguinte pergunta mal educada: o que você faz de bom que mereça a minha atenção?

É neste sentido que podemos tornar protagonistas, celebridades virtuais, tão famosos quanto Britney Spears, Will Smith, Tom Hanks, entre outros – a Web permite que pela criatividade, técnica e empenho seja possível chamar a atenção, mesmo não tendo dinheiro e o “glamour” dos tradicionais famosos – agora a reputação trará ouvidos mais atentos e empenhados pelo fato de ser um relacionamento construído em duas vias.

Se a Web fez 20 anos, às velas dedico a você assoprar… Parabéns!

Para vídeo-ilustrar a Web 2.0.

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Daniel Bryan