Novo Site e o Flash – Daniel Bryan
www.bryan.com.br

Já ouviram aquela expressão que em casa de ferreiro o espeto é de pau?

Passei mais de 1 ano protelando a criação do site como portfolio com a certeza que o mesmo não seria tão determinante para meus projetos profissionais. Comigo, o que sempre valeu foi o bom relacionamento conquistado através de transparência, integridade e dedicação.

Qual foi a inspiração?

Adianto que não busquei na publicidade, técnica ou mercado.

Surgiu descomprometido, egoísta, nos momentos vagos, pelo prazer estético, pensando somente na liberdade e a arte (Arte pela arte).

Na mente surge paisagem infinita, natureza, talvez meu ideal de lugar, os tons azuis são a minha identidade, minha história, a trilha estimula os sentidos, transporta, nem que seja por instantes. As matérias-primas, como imagens, sons e scripts, foram todos free (Cultura livre), e o “de graça” (Cultura da dádiva) se tornou valioso na consciência que reaproveitei tempos, conhecimentos, técnicas e talentos, são bens que tomei emprestado e recombinei da minha forma (Remix, André Lemos).

A dinâmica das janelas, ícones, sensação dos movimentos deslizantes, foram inspirados no Froyo (Android).

Por que usar Flash?

Sei que a tecnologia é antiga, talvez com seus dias contados, pesado, incompatível com certas plataformas, também tomou posições de mercado curiosas, como sua briga com a exclusiva maçã (ver +).

Mesmo assim, aposto minhas fichas no potencial multimídia e quase 12 anos de conhecimento acumulados onde não abro mão.

O que tem de novo?

Últimos projetos 2010, como o site do grupo Delga, que representa o máximo em tecnologia de sites, campanha na Internet do Mercadante gov/SP, pelo caráter inovador e comunicação DGallan, pela qualidade do reposicionamento. Os demais projetos foram reeditados na maneira de apresentar, alguns ganharam o movimento do vídeo e outros o resumo estético da fotografia.

Convite

Faça um test-drive através do endereço: www.bryan.com.br. E fique à vontade para subir comentários do que achou aqui no blog.

Para entender mais sobre o Flash, prossigo com breve texto que preparei.

O Flash

Flash 2, o primeiro da Macromedia

Lembro quando visitava amigos desenvolvedores, no tempo de BBS, ICQ, Netscape, surgiam os primeiros provedores de Internet no Brasil, conexão discada, modem USRobotics, o barulho conectando e a emoção de subir na rede.

Nesta época, a grande descontração era visitar sites Flash que eram verdadeiras obras primas, como: 2advanced, mediahaus e eye4u. Eram os mais admirados, copiados e mágicos da Internet.

Por Jonathan Gay, Flash é um software gráfico vetorial desenvolvido pela Macromedia, que permite animações e programação através da poderosa linguagem ActionScript. Ganhou muitos desenvolvedores (sou um deles, comecei no Flash 2 em 1998) e seu potencial multimídia conquistou toda Web ao ponto de fazer história. Em 2005, a Macromedia foi comprada por seu maior concorrente, a Adobe.

Minha opinião, o maior acerto do Flash foi conseguir compilar desenhos vetoriais, imagens com transparência, sons, funções em objetos e sobreposições em camadas numa época em que tags HTML(s) e os navegadores mal conseguiam reproduzir som ou diagramação mais definida (não havia CSS e o JavaScript estava em desenvolvimento, ambos dariam origem ao DHTML).

Com crescimento da banda de internet e a Web 2.0, o trânsito de materiais em vídeo aumentou muito e o Flash foi adotado padrão para exibição, tanto em sites como em grandes repositórios (Youtube e Vimeo).

Outro ponto positivo foi o ActionScript 3, que consagrou o Flash para além do design, agora é possível criar verdadeiros softwares parrudos e interagir com banco de dados (Oracle e MySQL) e linguagens como PHP e ASP.

O maior erro do Flash foi ser formato fechado (SWF), impossibilitando o remix, diferente do HTML. É difícil a leitura em buscadores (hoje lê somente textos em caracteres), impedindo a semântica. E por último, a Adobe manteve rígida a lógica proprietária, não soube criar políticas de abertura e remodelagem no modelo de negócio mais condizente com a nova cultura.

Hoje, Adobe anuncia o Wallaby, ferramenta para converter Flash em HTML5 na tentativa de levar os conteúdos ao sistema móvel iOS, do iPad e o iPhone (ver +).

Para terminar, penso que os desenvolvedores usarão cada vez mais soluções free e ambientes abertos, como Linux e Android. Um dos caminhos seria garantir que a tecnologia permaneça padrão, assim como Google fez com suas ferramentas, abrindo o código se preciso, fomentando discussões no entorno e cobrando somente relacionamentos entre empresas (Google Apps).

Se os internautas precisarem usar a tecnologia, que fosse de graça. Mas se o mercado publicitário quiser promover uma marca, por exemplo, que faça investimentos necessários para continuação da ferramenta.

Agora já é tarde… HTML5 vem ai!

E você, o que pensa do Flash?

Mais sobre a história do Flash.

Até a próxima.

[]`s
Daniel Bryan