Na década de 60 na Inglaterra, Dick Rowe fechou a porta na cara de um garoto em sua gravadora. O menino queria mostrar as músicas de sua banda. O executivo disse que o modismo da guitarra passaria. A moda não passou. E a banda à qual pertencia o garoto era “apenas” os Beatles.

“O empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização”. (Dornelas, 2001)

Empreendedores sabem explorar ao máximo as oportunidades, determinados, dinâmicos, dedicados, otimistas, bem relacionados, possuem conhecimento, planejam, assumem riscos e criam valor para sociedade.

“A inovação é ação + concentração + atitude, semelhante a um artesão onde cria, atende, faz e realiza“. (Frase do Prof.: Marcelo Miyashita, 2008)

Não sou Zuckerberg, nem ao menos um dos criadores do Instagram rs. Fui convidado para um projeto mobile inusitado e das experiências compartilho reflexões:

Com uma economia cada vez mais consolidada e sem muitas chances de mobilidade social, empreender é um caminho bastante promissor. Surge a nova era de startups, impulsionados pelo universo de bilhões de usuários na Internet. Neste sentido, ter algo popular pode ser simples de acontecer, bacana e recompensador do ponto de vista pessoal.

Por onde começar?

Pode parecer contraditório, nas primeiras ideias “perdi” muito tempo idealizando, são planos e mais planos para encontrar justificativas que o projeto seria viável. Com planejamento você consegue prever alguns problemas e com simulacros tenta resolvê-los, mas numa esfera bastante superficial. Depois, quem opta por buscar investidores, cai noutra questão aterrorizante: expor ideias para quem têm estrutura e muito recurso, tornando arriscado pela possibilidade de plagio. Outra barreira esbarrada, desta vez mais ligada ao perfil brasileiro, são os famosos “só acredito vendo”.

Por estas e outras razões, o melhor caminho encontrado foi o Lean startup. Defino como iniciativa para lançar uma ideia de forma mais rápida e prática possível. Usa-se remixes da própria web como templates, componentes, funcionalidades e vídeos, com objetivo de minimizar o trabalho e colocar logo em operação. Por mais simples que fique, a continuidade do pós-pronto se encarregará de dar corpo ao projeto.

Qual modelo de negócio ideal?

Ter sucesso financeiro e não baseado em publicidade, como Instagram ou Angry Birds não é simples. A Rovio, criadora de Angry Birds, existia há mais de 10 anos e havia lançado 52 jogos. E o Instagram estava no lugar e hora certa na negociação com Facebook.

Mérito? Sem dúvida! As pessoas não consideram que para cada caso de sucesso há muitos outros de fracassos que podem ser atribuídos como “falta de sorte”. Melhor definição de Sorte aqui é estar preparado para quando a oportunidade chegar.

Penso que a maior parte dos casos de fracassos na web se dão por falta de definição clara do modelo de negócio. Por isso, precisa haver opções diversificadas, não restrita somente a publicidade. A lógica é simples: os empreendimentos digitais em busca de publicidade aumentaram exponencialmente nos últimos anos, enquanto o número de anunciantes permaneceu o mesmo ou diminuiu.

Se você está no momento de empreender, aproveite a boa onda, suas chances de sucesso são grandes. Procure um caminho mais prático possível para ter o que mostrar logo. Defina modelos de negócios sustentáveis, de preferência com mais de uma opção. E o mais subjetivo e relevante dos fatores: acredite muito e sempre!

Pra mim, o sabor de empreender um projeto é a realização, independente de lucro.

+ sobre os Apps

Os aplicativos mobile foram projetados com funcionalidades específicas para mobilização e articulação de ações na Internet. Dentre as funcinalidades, destaco o envio de imagens, menagens de apoio e contato do próprio celular. A plataforma permite input e moderação de dados através de amigável sistema backend. Faça um test-drive nos Apps: http://bit.ly/RCN5RW

Algumas repercussões na mídia:

UFABC

Estadão
IDGNow
MSN

No próximo post, darei continuidade com dicas de como poduzir seu próprio aplicativo mobile mesmo não sendo desenvolvedor.

Ps.: Abraço especial aos amigos Sérgio Amadeu, Laura Pequeno, Tiago Pimentel e Bruna Provazi da InterAgentes e Ary Bressane que contribuiram muito.

Até a próxima,

Daniel Bryan