Eventos, estratégia interativa – Daniel Bryan

Copa do Mundo, Brasil cada vez mais verde amarelo. Os eventos solucionam um dos maiores desafios da sociedade contemporânea: obter a atenção.

Pessoas reunidas e felizes, clima de festa e alegria, folia, corneta e fogos a cada gol, rodadas de pipoca, cerveja, muito refrigerante, turma de amigos, no prédio, rua, faculdade, trabalho ou mesmo em casa com a família… O que vale é torcer junto e depois, o clima de satisfação permanece ainda mais se o Brasil for campeão.

Encontramos eventos nos games, churrasco com amigos, aniversários, casamentos, partida de fut, flash mobs, passeatas, protestos, orquestras, shows, concertos e exposições. Com caráter social, corporativo, entretenimento, uma causa, religioso, esportivo, cultural ou político.

Por que eventos são tão envolventes?

Na história, cultura romana (muito influenciada pela grega) onde a coragem, a honra e a força eram virtudes admiradas pelos romanos (752 a.C. a 476 d.C.); os espetáculos que destacavam esses atributos eram valorizados e apreciados.

Com crescimento urbano surgiam problemas sociais, a escravidão gerava muito desemprego na zona rural. Estes migravam para as cidades romanas em busca de melhores condições de vida e o receio de uma revolta fazia o imperador criar a política do Pão e Circo, que oferecia alimentação e diversão quase todos os dias nos estádios (o mais famoso foi Coliseu). Desta forma, a população desviava o foco dos problemas diminuindo as chances de revolta.

A Sociedade do Espetáculo, uma crítica teórica do Guy Debord, fala sobre consumo, sociedade e capitalismo. Em resumo, a sociedade prefere: imagem/representação ao realismo concreto; aparência ao ser; ilusão à realidade; imobilidade à atividade de pensar e reagir com dinamismo. Assim, o homem é levado à passividade.

O autor reforça a idéia que os indivíduos abandonam a dura realidade dos acontecimentos da vida e passam a viver em um mundo movido pelas aparências e pelo consumo permanente de fatos, notícias, produtos e mercadorias;

Partindo da falta de tempo e o excesso de informação a que o homem contemporâneo está submetido, encontramos nos eventos propósito para envolver a pessoa pela capacidade de interação, o enredo, a brincadeira com regras, o sensorial, o lúdico, o encontro, sendo instrumentos determinantes que abrem caminho para reter a atenção e trabalhar envolvimentos em outros níveis como imersão.

Acredito que o sucesso dos eventos está em nós mesmos (baseado em pesquisa): vem da necessidade de Ser (Quem sou eu?) e Pertencer (fazer parte de algo maior, uma família, comunidade, local, sonho ou conjunto de valores). A veracidade do real em eventos ganha mais força nas experiências sensoriais (presencial ou não), onde tocar, rir, comer, beber, ouvir, falar, representar, está muito acima do envolvimento dos meios mais tradicionais, como um cartaz publicitário.

Evento de sucesso promove o boato, a curiosidade, pessoas replicando comentários e idéias. O momento é único e quando bem aproveitado fará com que os próprios envolvidos sejam veículos de si mesmos/causa, usando a mais simples e efetiva tecnologia: o boca-a-boca. A motivação será alimentada pela alegria e satisfação.

E você, o que pensa sobre os eventos?

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Daniel Bryan