Ciberataques ameaçam a segurança virtual. Que tal ir de Linux?

Ciberataque é a tentativa de invadir sistemas e máquinas para se apoderar, a motivação pode ser criminosa quando pedem resgate financeiro, como aconteceu com o recente caso WannaCry e BitCoin. E existem ataques de cunho político-ideológico, como as informações que vazaram em março pelo WikiLeaks, foram cerca de 8 mil documentos "furtados" da CIA, entre eles encontraram-se operações e ferramentas de espionagem.

Vulnerabilidades são documentadas para serem resolvidas, assim sistemas iOS, Android, Windows, e aparelhos de última geração como Smart TVs, acabam sendo um poderoso ambiente para trafegar dados, gravar vídeos e enviar áudios.

Outra técnica são os malwares, programação para interferir em sistemas, e spyware para observar e enviar informações. Quanto mais usado um sistema, melhor será sua compatibilidade. Nessa lógica sistemas como Windows e Android ficam no topo de mais afetados. Isso também ocorre na Web com Wordpress por exemplo, com uma ressalva, enquanto milhares malwares são criados, soluções surgem na mesma proporção de iniciativas colaborativa.

Existem marcas, como a Apple, que apostam no controle ponta a ponta, ou seja fabricam Hardware e Software, mesmo assim não estão ilesos de ataques.

O que eu recomendo?

Em tempos de conexão ultraveloz, computação em nuvem, a melhor solução é redundar dados. Docs do Google Drive podem ter réplica no Dropbox. Arquivos de HD terem cópias em outro HD / Pen assim por diante. Essa é a lógica adotada por grandes empresas, sites e sistemas onlines.

Recomendo CloudHQ para clonar nuvens. Dropbox como repositório geral. E AmazonS3 para backup de sites.

Windows

Esse ambiente sustenta um modelo de mercado de licenças e suporte - nada contra - recomendo ter ecossistema todo atualizado, antivírus atual e visitas técnicas periódicas.

Não caia no discurso que a culpa é da Pirataria, o que vale mesmo é ter o último pacote e este não controla os meios de onde conseguiu a licença. A catraca é mais moral do que sistêmica.

Culpa dos sistemas?

Não, a maior vulnerabilidade ainda é do usuário. São aqueles cliques pegadinhas, e-mails e promoções enganosas.

Um ótimo caminho seria promover a educação digital, marcas, mercados e empresas podem reforçar a cultura das redes. Instruções básicas para o uso consciente e ético de infras, apps e dispositivos em geral. É preciso despertar a responsabilidade, provocar cidadania, direito e deveres no digital e não somente explorar fins comerciais.

Escolas cumpririam um ótimo papel de ampliar essa discussão (-_-)

Deepin, o Linux mais elegante e intuitivo

Recomendo como alternativa ao Windows para uso pessoal e corporativo. Foi o Linux mais elegante e intuitivo degustado até o momento #ficaadica

Por onde começar?

No Windows, baixe o ISO e "queime" um Pen com Rufus. No Linux, use o utilitário nativo com essa dica.

A instalação é simples e amigável, não vou delongar no processo, apenas mostrar um pouco do visu do ambiente.

Herdou muitas referências do MacOS e Windows. Usa conceito Dock (barra lançadora de apps) e grade de aplicativos tipo Android.

Toda a configuração roda num widget a direita, parece a barra de notificações do Mac.

Vem nativo: CrossOver (roda programas de Windows), Deepin Boot Maker, Deepin Movie, Deepin Music Player, Deepin Screen Recorder, Deepin Screenshot, Deepin Voice Recorder, Google Chrome, Skype, Spotify, Steam e muitos outros têm na APPStore.

Tô com Deepin há 3 meses em par com Mac, não tenho o que reclamar ¯\_(ツ)_/¯ (✌゚

Até!!!

(Imagem: HypnoArt / Pixabay)


O direito ao esquecimento

É um conceito jurídico no qual o indivíduo teria o direito de suprimir registros sobre o seu passado. Sua lógica surgiu para defender devedores de bases financeiras após pagarem suas dívidas e da figura da reabilitação criminal onde a pessoa condenada cumpriu a pena.

O conceito de direito ao esquecimento toma corpo a partir da decisão de 2012, na Europa, de retirada de determinado conteúdo das bases do Google. E agora, a discussão efervesce, dividindo opiniões e interesses entre profissionais do direito, grandes corporações e ativistas da rede. Na pauta, uma linha tênue separa liberdade de expressão, o acesso à informação e a privacidade de dados de pessoas espalhados na web.

Casos

Um dos casos mais graves foi o suicídio da italiana Tiziana Cantone, de 31 anos, motivado após um vídeo íntimo ter sido viralizado na internet onde ela dizia "Está gravando um vídeo? Bravo", a frase viralizou em memes diversos e alimentou grupos de piadas em redes sociais como Facebook e Twitter.

Ela perdeu o emprego, tentou mudar de cidade e sobrenome, pediu na Justiça que a gravação fosse removida de sites de pornografia e do Facebook. Por fim, ainda teve que pagar 20 mil euros às páginas condenadas no caso. Infelizmente a justiça entendeu que ela estava consciente da gravação e por isso deveria ser responsabilizada.

“O direito ao esquecimento não atribui a ninguém o direito de apagar fatos ou reescrever a própria história, mas apenas assegura a possibilidade de discutir o uso que é dado aos fatos pretéritos.” (Fonte: CJF.JUS)

Em contrapartida, há um caso em que a foto de dois índios seminus em ritual indígena foi retirada facilmente das redes sociais depois de denúncias que incitava pornografia.

Há uma tendência internacional, por exemplo via EUA de colocar o discurso livre em primeiro lugar e na Europa em dar mais importância aos direitos individuais. O próprio termo vem sendo debatido - Tribunal Constitucional Alemão, por exemplo, chama-se direito à autodeterminação informativa.

Da onde e pra onde vai?

Desde os tempos offline um dos primeiros casos do direito ao esquecimento bem sucedido foi o Lebach em 1973 na Alemanha: ex-soldados conseguiram barrar a exibição de um documentário sobre seu "crime de guerra" com o argumento que este dificultaria o processo de ressocialização.

Na era digital, do ponto de vista da pessoa, a questão é: como controlar a divulgação de uma informação e até que ponto essa info é privada ou pública? Somando isso à visão de um mundo jurídico mal informado, isso tende a queimar o exercício do jornalismo.

Temos que ter a liberdade de expressão de um lado e do outro, um senso comum muito claro do que realmente é crime, por exemplo, informações que afetem a intimidade, a privacidade e a vida de crianças. Essas diretrizes deveriam estar numa lei para que o poder Judiciário atue de acordo.

Mas existe um choque na construção dos direitos da Internet, entre a sua liberdade, a eficácia comercial dos serviços e a privacidade de quem as utiliza e isso tudo indo parar nos tribunais.

E o marco civil?

O conceito de direito ao esquecimento, quando colocados ao lado dos termos do Marco Civil da Internet, ainda provocam dúvidas no ambiente jurídico brasileiro. Por exemplo, se o artigo 19 da lei inviabiliza o direito ao esquecimento. Ao contrário, segundo Molon, foi previsto a exceção para neutralidade e a guarda de dados e seu posicionamento encoraja que notificações continuam sendo enviadas para a retirada de informações quando houver necessidade.

Como ficamos?

Lembrando que boa parte dos fluxos nas redes primeiro são compartilhados por uma ação ativa nossa, cabe aqui o bom senso do que e onde podemos dispor informações. Com o mobile, “passar adiante” conteúdos é cada vez mais fácil e rápido, e as gigantes da web usam nossos dados para minerar, vender e alimentar seus engines.

O compartilhamento de dados pessoais entre os monopólios é um fato - Facebook, WhatsApp, Instagram e as operadoras de telecom negociam entre si. Dado esse fato da era digital, é preciso aprender a medida da exposição de informações na rede, conhecer nossos direitos, e avaliar riscos na prática digital.

10 sugestões para reforçar a sua privacidade

01. Dê preferência ao software livre, porque o processo de desenvolvimento é documentado e revisado por todos.
02. Se possível use o Tor para navegar na Internet ou janelas anônimas.
03. Assuntos muito sérios só via dispositivos próprios.
04. Senhas em níveis, etapas, token e programas para gerenciamento são bem-vindos.
05. Evitar tecnologias da moda para trânsito de infos sigilosas, hoje sou mais Telegram/Twitter do que WhatsApp/Facebook por exemplo. Use chat sem histórico.
06. Para Call o Appear é legal e não requer cadastro.
07. Arquivos, partições e dispositivos sempre criptografados.
08. Fotos e vídeos sigilosos ou íntimos melhor nem subir em rede, quando necessário preferir serviços com reputação e regras claras de segurança.
09. Para pagamento na web prefira intermediadores como Paypal e Pagseguro.
10. "Piratear" tem ambiente certo, Torrents são testados e qualificados por todos. Nessa lógica filmes no e-Pipoca. Aconselho máquinas virtuais para testar novos apps, principalmente quando for Windows.

Bora fazer a nossa parte ;)


Querem franquear a Internet

Saudades de escrever, afastado do blog devido a correria. Tempo difícil de luta. Coragem à todos!

Operadoras de telecom vêm anunciando mudança na forma de cobrar a banda larga fixa. A proposta é impor limites de dados em franquia, semelhante o que ocorre no acesso móvel mobile.

Quando você atingir o limite de dados a banda será cortada, forçando a compra de pacotes adicionais.

A proposta veio da Vivo, após a fusão com a GVT nas últimas semanas, e se alastrou para as demais operadoras formando uma onda negativa que compromete o avanço social e tecnológico da Internet.

As ‘teles’ argumentam que o limite da banda trará melhorias no serviço, evitará supostos congestionamentos e aumentará a velocidade com preços mais competitivos. Porém, até o momento, não existem argumentos técnicos que justifiquem a necessidade dessa possível franquia.

Em defesa, existe uma petição Movimento Internet Sem Limites e o PROCON se posicionou para que empresas sejam proibidas de controlar o acesso e lembrou que a medida desrespeita o Marco Civil da Internet e o Código do Consumidor.

Nesta última sexta-feira (22), o Conselho Diretor da ANATEL voltou atrás e decidiu que as operadoras ficarão proibidas de limitar o acesso à internet de banda larga fixa "por tempo indeterminado", vamos acompanhando os próximos capítulos.

Imaginemos...

Limitar os fluxos sobre os grandes provedores de streaming como Youtube, NetFlix, Spotify e similares, representam a diminuição de praticamente a maior atividade dos brasileiros hoje com a Internet (acima dos 70%).

Os gamers serão prejudicados para baixar e jogar online.

Conversas remotas serão precarizadas via Hangout, Skype e WhatsApp, isso influenciará o custo negócio. Perderemos relevância em redes P2P como Torrents e Popcorn Time, são aplicativos, sistemas e plataformas que deixarão de circular porque dependem do continuo envio e recebimento de dados.

Desenvolvedores e o software livre também saem perdendo porque dependem dessa troca constante de experiências, códigos e pacotes.

Também vamos retroceder no WiFi livre, menos internet nas escolas, ônibus, praças, shoppings e hotéis. Sem contar que toda a produção de conteúdo hoje em dia está cada vez mais em nuvem. A era cloud domina e faz da banda seu intermediário, assim GDrive, DropBox e OneDrive são exemplos de serviços afetados.

Internet de classes e escassez

"Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são bem-vindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une."
(Trecho da Declaração de Independência do Ciberespaço por John Perry Barlow).

Existem esforços de setores poderosos para confundir o entendimento do digital na lógica do mundo físico.

Não podemos aceitar que a Internet seja escassa como laranjas, água ou luz.

Ao contrário, ela chega na parede da sua casa na totalidade da banda e o que determina a velocidade é o poder de compra.

O controle do fluxo infringe a neutralidade da rede, "o princípio que determina que todos sejam tratados com igualdade", mas na prática é possível identificar o tipo de pacote em trânsito numa rede e as operadoras aproveitam para manobrar com seus interesses, prova são conversas VoIP (Skype, Hangout) que ‘trepicam’ até cair para favorecer a venda casada do telefone.

Também há um erro em comparar a infra da Internet fixa com a móvel, a expansão do 3G/4G tem desafios superiores, usam frequências de rádio que precisam ser expandido com torres e repetidores muito mais caros que passar cabo.

Franquear é tendência: outra falácia.

Segundo a União Internacional de Telecomunicações, mais de 70% dos países do mundo usam internet fixa ilimitada. Apenas EUA, Canadá, Alemanha, Irlanda, México, Japão e Argentina existem alguns poucos planos limitados, mas são comercializados paralelamente com os ilimitados.

As ‘teles’ lucram muito no Brasil e talvez a solução fosse trabalhar a Internet como concessão. Hoje ela é explorada de maneira privada e concorrencial, ou seja, os lucros definem os interesses de expansão.

Recentemente, tive a péssima experiência de solicitar a Internet Fibra para o meu condomínio, a primeira coisa que fizeram foi estudar a viabilidade pelo número de possíveis assinantes.

Se a situação apertar a favor da franquia, aposto minhas fichas no hackeamento. Mesmo assim, seria um colapso para a inclusão digital, hábitos e modelos de negócio. Um fim bem antagônico, pois o universo digital não se desenvolveu na lógica do consumo, divisão de classes e muito menos na escassez de banda.


E o Uber?

Esta semana será decisiva para o caso Uber em São Paulo, pois o prefeito Fernando Haddad deve decidir nesta quinta-feira(8) a regulamentação e o futuro do veto para o PL 349/14.

Sob pressões, circulou uma campanha descolada $$$ e bem articulada em todas as redes, como o vídeo de Marina Person que diz: "São Paulo pede outra atitude corajosa do prefeito". Mais infos via: Uber e SPressoSP

"Precisamos modernizar o serviço. Não podemos dispensar uma tecnologia disponível que é do agrado do usuário em função de preconceitos. Mas temos que reconhecer que sem regulamentação esse serviço vai degradar e não auxiliar a cidade", observou Haddad.

Segundo o prefeito, os estudos técnicos e jurídicos sobre o tema estão prontos. O projeto prevê a criação de uma nova categoria, permitindo a autorização de um serviço de táxis exclusivo por meio do uso de aplicativos. Os motoristas teriam que seguir normas e regras, além de pagarem uma taxa estabelecida pelo poder municipal.

Luddismo e o embate

(Fonte: Wikipedia)
(Fonte: Wikipedia)

Em 1811, na Inglaterra, os luditas chamaram a atenção ao invadirem fábricas e destruírem máquinas, que, segundo eles, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos.

Aplicativos como Uber, Waze e 99Taxis representam o avanço das novas tecnologias que nos servem. São códigos empacotados que ganham vida, interagem e se transformam no avanço de novos dispositivos e suas relações humanas. Pode ser difícil de aceitar, mas é só no começo, foi assim também no passado com tecnologias como o K7, que fez repensar a venda de vinil, o blockbuster e o cinema, o MP3 e as gravadoras e agora os streamings ondemand e a compra de downloads.

No caso do Uber, a tecnologia permite rapidez e a facilidade a um clique, derruba custos por simplificar o operacional e bloqueia o pagamento de extras a terceiros, o que propicia, por sua vez, tarifas mais justas à população. Em São Paulo, precisamos apoiar todas as iniciativas que permitam transportes mais eficientes, opções ao cidadão, e o táxi poderia interagir muito bem com sistemas como metrô, corredor de ônibus e as bikes.

Por outro lado, sabemos que taxistas pagam caro a conta para regulamentar sua profissão, manter seu carro em dia e muitos ainda "compram" pontos privilegiados. É daí que surge todo um comércio ilegal de alvará com garantias de faturamento. Parte do valor alto das corridas dos aeroportos, por exemplo, são para "fazer jus" a todo um esquema de investimento.

O que fazer com a novidade?

Acredito que regulamentar é sempre o melhor caminho e as discussões já geram modelos para as novas tecnologias que vão aparecer. No caso Uber, regularizar pode expandir o setor, fazer com que a população pague menos e os taxistas de fato ganhem mais.

Diminuir intermediários sempre foi saudável para todos os setores e essa é uma das principais dádivas do digit@l, algo que precisa ser melhor aproveitado.

O não olhar ao Uber é não reconhecer que tem uma demanda social, que existem interesses comerciais contrários que precisam ser equalizados a uma nova realidade da sociedade, desta vez conectadas em redes e em rápida evolução.

Estou na torcida para que dê tudo certo!

Veja o vídeo da campanha:

Estamos do mesmo lado, Prefeito Haddad.
Acesse http://t.uber.com/SAOPAULO e envie sua mensagem para o prefeito.

Posted by Uber on Terça, 6 de outubro de 2015


The Pirate Bay, o peregrino da liberdade

Se você gosta de baixar filmes, games, seriados, apps e outros bytes, certamente sentiu a sua falta. Um dos acontecimentos mais marcantes da Internet no ano passado foi a retirada do site The Pirate Bay (TPB) do ar, o tracker de BitTorrent mais amado da galáxia.

A polícia sueca fez uma grande operação e aprendeu servidores do TPB. O site caiu em 9 de dezembro, na cidade de Estocolmo, na Suécia, por violação de leis de direito autoral. Foram onze anos de existência, sobrevivendo a processos, apreensões e a saída de seus fundadores.

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Muitos acreditavam, como eu, que o site logo voltaria, o que não aconteceu. Duas semanas depois de ter saído do ar, o TPB colocou em sua home um contador indicando o tempo que estava off. Semanas depois, o contador virou o contrário, marcando um tempo que termina em 1º de fevereiro. Surgiram outras surpresas: o logo na parte inferior direita que se move para esquerda usa um arquivo com o nome "totheisland.png" ("para a ilha", na tradução em português) e o CSS é "setsail" ("partir").

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*Atualização do site sugere a volta do TPB. Fonte: wikimedia.org

Na ausência do "peregrino da liberdade", como o TPB é chamado, muitas cópias vêm surgindo, como o thepiratebay.ee e thepiratebay.cr. Paralelamente, os responsáveis pela tradicional IsoHunt conseguiram manter a "pirataria" ativa e levar o acervo do indexador sueco a um novo endereço: oldpiratebay.org

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O IsoHunt.com foi um dos mais populares Torrents antes de 2010. Em 21 de outubro de 2013 foi fechado, após anos de batalhas no tribunal contra a MPAA, a quem também pagou 110 milhões de dólares por danos pela "distribuição ilegal" de conteúdo. Duas semanas depois, o IsoHunt.to foi reinaugurado, conseguiram manter o site por mais de um ano, e esta é a equipe disposta a manter o novo Pirate Bay, caso o antigo não volte.

Momentos importantes

1- Onde tudo começou

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TPB foi fundado em 2003, por um coletivo sueco chamado Piratbyrån (escritório pirata), formado por ativistas políticos e hackers. O objetivo era compartilhar arquivos, músicas e vídeos.

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Um ano depois, o site tinha cerca de 1 milhão de peers e quase 60 mil torrents. Em 2005, começou a ganhar acessos pelo mundo afora.

2- Primeira queda

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No final 2005, eram 2,5 milhões de peers. Foi o ano em que a Piratbyrån se afastou alegando que o TPB ficou grande demais para as pretensões do grupo. Audiência bombando, a indústria do entretenimento começou a pedir a remoção de conteúdos e a denunciar à polícia. Em 31 de maio de 2006, TPB foi derrubado pela primeira vez (três anos após fundação), mas ficou fora por apenas três dias, reaparecendo em outro servidor. Para provocar a polícia, o site veio com o nome "The Police Bay" com o logo do barco atirando balas de canhão em Hollywood.

3- Julgamento

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A operação policial chamou a atenção da opinião pública, o que fez com que os acessos do TPB crescessem ainda mais. Em 2009, três dos fundadores e o adm do site foram condenados na Suécia por violação de direitos autorias. O julgamento entraria para a história, pelo que poderia representar para o futuro da distribuição de conteúdo na internet e pela falta de preparo e evidências da indústria em provar a ilegalidade das atividades do site.

A sentença foi fixada em um ano de prisão, e a multa, em 3,6 milhões de dólares. Os réus recorreram, conseguirem a diminuição da pena e a multa subiu para 6,5 milhões, sendo que dois cofundadores fugiram do país.

4- Nômades digitais

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Durante o processo, os bens do TPB foram enviados para uma empresa das Ilhas Seychelles, que opera até hoje. Em 2009, o tracker foi tirado do ar e virou um indexador de torrents. O domínio percorreu Groenlândia, Islândia e Saint Marteen, no Caribe.

5- Para as nuvens

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Fonte: blog.cooperforte.coop.br

Em 2012, o TPB era o site mais censurado da Internet, com decisões judicias para o bloqueio na Dinamarca, Itália, Reino Unido e Holanda. No final do ano, as operações do site foram migradas para nuvem, o que traria economia e dificuldade para derrubá-lo pela diminuição da infraestrutura física. Foram muitos processos, bloqueios de domínios e servidores, além de duas condenações, mas o TPB se manteve de pé!

6- Documentário

Em fevereiro de 2008, foi lançado um documentário sobre o TPB e seus criadores. O lançamento e distribuição – como não poderia ser diferente –  foram realizados via Torrent. Peter Sunde, um dos fundadores, não gostou que o doc dedicou muito tempo a processos e julgamentos.

7- Naufrágio

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Em outubro de 2014, o cofundador Gottfrid Svartholm foi condenado a três anos e meio de prisão por invasão de sistemas. Depois foi a vez de Fredrik Neij, preso na fronteira da Tailândia com o Laos. O tribunal francês ordenou que os provedores do país bloqueassem o acesso ao TPB. Dois meses depois, o Google baniu de sua Play Store todos os apps que driblavam restrições impostas por provedores ao TPB.

Em agosto de 2012, a polícia sueca aprendeu os servidores pertencentes ao site. Peter Sunde (que não faz mais parte da equipe), em seu blog, sugeriu que poderia ser o fim do TPB, por falta de interesse da comunidade em inovar e a ganância dos novos dirigentes.

O site vai voltar?

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Espero que sim, por representar toda uma geração ávida por liberdade de compartilhar. É assim que o TPB entra para a história, como um projeto colaborativo de sucesso entre fãs e hackers pelo mundo.

A indústria da intermediação não conseguiu ser justa com seus autores, que, por sua vez, não foram retribuídos ou reconhecidos como deveriam. O Copyright serviu para perpetuar fortunas e suas estrelas, gerando exclusão de todos os envolvidos. Um modelo bem ultrapassado diante de um mundo cada vez mais digital e conectado.

Através de sistemas simples e funcional, a "pirataria" foi ganhando um novo significado.  O legado remodelou a lógica de distribuição – cujo desafio, na minha opinião, sempre foi garantir os interesses de autores, obras e consumidores – e os grandes compartilhamentos ainda fazem muita gente ir ao cinema, comprar streamings e adquirir obras em geral. Windows e Office, por exemplo, sobrevivem até hoje graças à pirataria, que fez com que virassem padrão de uso.

O mundo corporativo vê o torrent com preconceito e não como tecnologia aliada. Grandes marcas, como App£e e Micro$oft, podem aproveitar todo o potencial de banda gerado pela corrente colaborativa, e indexar no TPB, por exemplo, em vez de centralizar em seus servidores, fazendo seus clientes passarem várias horas baixando os programas.

O Brasil é o quarto país no ranking mundial de pirataria de filmes na internet, segundo dados do segundo semestre de 2014, e muitos não tem um cartão internacional para contratar serviços alternativos. Dificultar a pirataria via torrent é um tremendo retrocesso.

Do p2p do antigo Napster aos revolucionários NetFlix, Spotify e Rdio – estes últimos esbanjam em tecnologia e são exemplos de caminho para o ideal de distribuição e remuneração (ainda faltam preços mais populares) – essas ferramentas (não importa o nome e época) alimentam o desejo de uma sociedade cuja a cultura ainda está em processo evolutivo, não de Darwin, mas das redes ;)

No mais, me sinto um pirata!

Enquanto o TPB não retorna, indico 10 sites para torrents, na ordem do Alexa:

01- https://kickass.so/
02- https://www.torrentz.com/
03- http://extratorrent.cc/
04- http://thepiratebay.se/
05- http://yts.re/
06- https://eztv.it/
07- http://rarbg.com/torrents.php
08- http://isohunt.to/
09- http://1337x.to/
10- http://www.limetorrents.cc/

Por curiosidade, a lista de proxys operando o The Pirate Bay: proxybay.info

Até a próxima.


Brasil e o futebol desarticulado

Pobre na coletividade, o Brasil piora o seu futebol diante do México. Esperava mais.

Depois da Croácia, ganhamos tempo de treinamento, 3 pontos e menos ansiedade. Isso deveria servir como um aliado de Felipão, mas vimos o contrário.

A desarticulação foi o maior responsável pelo fraco desempenho. Faltou sincronia entre o Ramires, Neymar, Oscar e Fred. Assim, o México crescia.

Muito distantes uns dos outros, Oscar era obrigado a arriscar de longe, Neymar a exagerar no individualismo e Fred até tentou vir buscar o jogo, mas longe e lento ficou difícil.

No intervalo, entrou Bernard no lugar de Ramires e Oscar foi deslocado para a direita, conforme a sua grande atuação no jogo anterior.

O defensivo Brasil perde mais a sua força. México encontra facilidade pelo meio e começa os chutes à gol.

Existiam espaços na direita, esquerda e centro. Viva o nervosismo, que de certa maneira poupou o Brasil.

A entrada do Jô ajudou, trouxe movimentação que Fred não teve.

Nos minutos finais, o Brasil volta a atacar, mas falha muito na criação.

William no lugar de Oscar foi mais uma cartada falha de Felipão. O problema não era este ou aquele jogador e sim a desorientação do treinador.

Os melhores em campo foram Thiago Silva e Júlio Cesar. E mérito para o goleiro Ochoa.

Criatividade?

Criatividade é um conjunto de coisas a serem melhoradas. A compactação, articulação no coletivo, coragem de furar bloqueio num lance individual, mas também ter o acompanhamento para finalizar as jogadas.

Diante da Croácia pelo menos o Brasil conseguiu roubar bolas no meio de campo, as insistidas deram os lances de gol.

Em analogia com redes de internet, digamos que o jogo foi uma topologia ponto-a-ponto.

Tá faltando o conceito de redes para o futebol =P

Até a próxima.


Mavericks e a gigantesca onda do free

Liguei meu Mac e me surpreendi com o aviso para baixar o OS X Mavericks grátis. Enquanto as barrinhas subiam, refleti melhor sobre a estratégia da maçã diante do mercado de sistemas.

Hoje temos três modelos de negócio: um que fornece exclusivamente sistemas para seu próprio hardware (4pple). O segundo que visa ser padrão em hardwares e ganhar com propagandas e novas formas de arrecadação (Google)e, por último e mais defasado, o que cobra pelo software (Micro$oft).

O mercado móvel dita as regras e a Microsoft perdeu o tempo para entrar na onda e impor o seu jeitão como sempre fez. A questão é que entregar um software e não cobrar vai contra todo um modelo econômico e cultural desse perfil de empresa.

O Google conseguiu estabelecer a noção de que sistemas devem ser grátis. No embalo, fabricantes de hardware enxergam no Android a plataforma perfeita com milhares de usuários e aplicativos. Aqui surgem novos arranjos, como o Freemium e, no entorno, também novas formas de organização e distribuição de verba.

Se por um lado o modelo Google atrai investidores e impulsiona o desenvolvimento pela compatibilidade, por outro, o software condiciona o hardware a ser cada vez mais robusto, contribuindo para obsolescência programada com enorme desperdício.

Então, agora tudo é free?

Opa, "pera aê"… Estar na crista da onda é cada vez mais caro e rápido. Hoje o Android 4.3 exige 2 núcleos, daqui 3 meses o 4.4 vai exigir o dobro e assim por diante. Marcas prometem benefícios e experiências cada vez mais lucrativas a elas mesmas.

Em outra maré, Linux, Cyanogen e WordPress representam o software livre e estão tão bem que transcendem marcas e mercados. Seus usuários não enxergam o free na ótica do "ser de graça" - pelo contrário, o excelente trabalho é valorizado por todos no entendimento da dificuldade técnica e porque visa o bem comum.

O Mavericks não afeta o software livre em nada, na prática é uma marolinha porque ainda precisa adquirir um hardware caro para rodá-lo. O Linux é compatível com quase tudo que tem processamento, do som do carro até computadores mais simples como Raspberry Pi. Sem contar que por muito tempo já existia o Hackintosh e milhares de adeptos.

Acredito que a Apple acertou na estratégia de pintar a sua marca de free e concorre somente no universo proprietário. Seu foco daqui em diante será vender hardware e servir como gatekeeper de appz. Também acerta quando dosa boas funcionalidades com menor hardware possível, fazendo contraponto ao Google.

Acho que o papel de empresas mais tradicionais como a Microsoft será de fomentar produtos mais difíceis de serem feitos de forma colaborativa, assim como os filmes e games, que exigem certa organização centralizada.

No mais, as grandes marcas buscam caminhos e modelos que ainda são tão incertos quanto as ondas. Durante toda a história, nos baseamos na escassez de recursos, agora, temos que aprender a conviver com a super abundância de serviços e novos fluxos produtivos.

Será que daí sai uma nova economia?

Alguns pensadores estão apostando na linha da economia da dádiva. Enquanto isso, na "sala de justiça"... Preparei um pequeno tutorial para instalação limpa do Mavericks. Vale muito a pena, o sistema apresentou melhoras no gerenciamento de memória, rapidez nos aplicativos e compatibilidade em serviços como o Google.

Infelizmente ainda dependo do Mac para trabalhos específicos com Adobe. Para as demais atividades, estou bem, obrigado, com o Linux e outras iniciativas livres ;)

Até a próxima!

Instalação limpa do Mavericks através do pendrive

apple-usb-drive

Compartilho tutorial de como instalar o OS X Mavericks de forma limpa através do pendrive.

1- Na AppStore, baixe o OS X Mavericks;

1-download-mavericks

2- O arquivo de instalação fica na pasta Usuário/Aplicativos com o nome "Install OS X Mavericks" (5.2GB).

2-os-x-mavericks-installer

3- Apague seu Pendrive no "Utilitário de Disco" usando "Mac OS Extended (Journaled)" e o nome "Untitled".

3-disk-utility-format

4- Abra o terminal e cole o comando sem aspas: "sudo /Applications/Install OS X Mavericks.app/Contents/Resources/createinstallmedia --volume /Volumes/Untitled --applicationpath /Applications/Install OS X Mavericks.app --nointeraction" Aguarde a mensagem de conclusão (aprox. 30min).

4-os-x-mavericks-terminal

5- Reinicie seu Mac com a tecla aption pressionada, selecione a unidade (pen) escrito "Install OS X Mavericks".

5-select-install-mavericks

6- Na tela Utilitário de Instalação, primeiro escolha a opção "Disk Utility" e apague a instalação do OS X atual usando "Mac OS Extended (Journaled)". Feche a janela, vai em "Install OS X" e siga as instruções até finalizar. Boa sorte ;)

6-install-os-x-mavericks

O que precisa?
1 Pendrive de 8Gb ou mais;
2 Ter no mac a versão superior OS X Snow Leopard (10.6.x);
3 Estar conectado à fonte.


Um pouco de privacidade

O assunto do momento é espionagem, ainda mais que o EUA deixaram vazar o que eles fazem com você. Das trocas de emails aos sites mais acessados, o fluxo de informação é minerado e então vendido como mercadoria. Basta fazer uma busca no Google com as palavras: "Twitter" ou "Facebook" "vende dados" e verá quantos casos.

Todos acompanharam o Snowden (ex-agente da NSA), confissões do Obama e reações do nosso governo. Querem saber o que as pessoas fazem, qual o próximo passo de grandes corporações e áreas estratégicas de países - vale tudo para alimentar um sistema ambicioso.

A mídia explora o tema por conta da grande audiência, mas em nenhum momento aponta soluções ou contribui para a educação de seu público. Falta bagagem técnica para entender minimamente o que o software faz por trás das telas. Por isso, defendo que informática, programação e eletrônica deveriam ser disciplinas ensinadas desde criança.

Os fabricantes das TICs têm obrigação de fornecer o manual de software e hardware de seus produtos, da mesma forma como acontece na indústria farmacêutica e suas bulas.

Existe uma disparidade muito grande entre TI e outras áreas da vida, todos têm noções de primeiros socorros, como lidar com seu carro, se automedicar e fazer reparos em casa.

Por estes dias atualizei o Android para o Jelly Bean e fiquei surpreso com os gestos da câmera e a função de localizar os olhos. Surge então a reflexão que o dispositivo precisa ficar sempre ativo para reconhecer movimentos e parte do corpo, como também ele pode permanecer ativo para enviar informações de tudo o que vejo e ouço.

OK, eu me rendo… como lidar com tudo isso?

Acho que esta é uma causa que tende a piorar na perspectiva que a tecnologia não vai parar de avançar. Fazendo uma anologia com as drogas, você jamais vai acabar com ela, a questão é como conviver e minimizar seus efeitos na sociedade.

Ao contrário do que muitos afirmam, acredito que as pessoas não abriram mão de sua privacidade. Não adianta insistir em leis e regras rígidas para controlar a situação e proteger as pessoas. O homem sempre soube defender o que é seu e também sabe guardar o que é privado, por isso ainda usa cadeados, armários, salas exclusivas e assim vai.

Passamos por um momento especial, pode parecer que perdemos a privacidade, mas conquistamos muita transparência e em vias duplas. Poxa, se empresas e Estados monitoram informações, porque não podemos monitorar governos e suas obrigações, corporações e seus produtos?

Agora, temos caminhos para sermos mais atuantes e articulados em todas as esferas, principalmente na pública. Aqui a sociedade em rede ganha um importante papel de protagonista, seus fluxos são verdadeiras ferramentas para aperfeiçoar o Estado. Acho que é por ai o caminho… bem-vindo a era da cyber-cidadânia ;)

Enquanto isso, contribuo com algumas dicas para sua segurança:

Opte sempre por Software Livre, pois os códigos são compartilhados, documentados e remixados a todo instante. Isso impede brechas para vazar dados ou qualquer ação maliciosa.

Evite serviços "gratuitos" para envio de informações estratégicas, os principais são: Google, Micro$oft, Yahoo, 4pple e Facebook. Quando você cria uma conta, acaba concordando com os Termos e Condições para usarem seus dados. Como alternativa, use servidor próprio (FTP) e mensagens via SMS ou DM do Twitter.

Envie emails assinados e criptografados (GnuPG), utilize protocolo POP3 para download das mensagens em sua máquina.

Acho importante o Tor para anonimato na navegação da web (IP passa por vários servidores).

Use o modo anônimo no navegador para máquinas compartilhadas. Use extensões para navegação invisível aos trackers (Ghostery).

Arquivos sempre criptografados em qualquer ambiente (Mac, Linux, Windows, Android).

Em configurações nas redes sociais, você escolhe o que e a quem compartilhar.

Seja desconfiado e atento a mensagens estranhas, arquivos não solicitados e qualquer situação que fuja da normalidade.

Água molha, fogo queima e internet é livre, neutra e anônima!

Até a próxima.


Adeus TIM!

Era uma vez um TIM… meu primeiro celular com mais de 10 anos e que foi bloqueado definitivamente. Motivo? Permaneci em linha algumas horas numa emergência profissional. Alegaram prática de telemarketing rs Para completar, o bloqueio corrompeu o IMEI do aparelho. A Samsung empurrou responsabilidade à TIM. Apelei para hacker Mailson do @BrasilDroid que fez a recuperação ;)

O caso foi parar na Anatel e Procon e em nenhum deles conseguiu diálogo ou interpretação do meu caso. As respostas são sistêmicas: - "Impossível reverter status!", "Você ifligiu o item x do contrato".

O maior problema neste caso foi a perda do número pelo tempo e histórico dos contatos.

A Anatel coloca a disposição meia dúzia de consultores para atender a população toda, quase impossível falar com alguém. Já o site é apenas uma interface "fake" onde a própria TIM responde com ctrl v e ainda manipula as interações aos seus interesses. Aqui, não temos uma entidade séria que nos represente com força jurídica e técnica. A TIM a todo momento argumenta que cumpre normas da Anatel.

Os prejuízos foram a perda de um Galaxy Note 2, bloqueio permanente de um Galaxy S3, 3 meses sem linha e muito tempo em ligações e deslocamentos.

Privatizaram as teles para promover a competição, mas tudo que conseguiram foi ampliar um péssimo serviço e sem investimentos em infra. Com a portabilidade, surgiram infinity, ops, infinitas promoções mentirosas e quando não aguentam a alta demanda, o sinal cai, você perde o serviço (comigo o aparelho) e ainda se submete a uma cultura fascista para tentar recuperar.

No meu caso, meu plano Pós tinha um limite total e por ligação, quando você atinge o limite do banco de horas, a TIM bloqueia a linha e o aparelho colocando ambos numa "black list". Você deixa de ser um cliente interessante!

O setor especializado em segurança chegou a falar: - "cai fora, a TIM não quer você como cliente!". Você infligiu o item X do contrato.

A Anatel e Procon cientes dos problemas de milhões de brasileiros, não criam mecanismos efetivos para proteção dos usuários.

Ficamos atados, sem poder fazer nada, reféns da bandidagem que as Teles impõem. Para exercer alguma pressão somente na Justiça!

Uma pena estas entidades serem tão incompetentes, estas deveriam ser de responsabilidade do governo e não ter repassado segmentos tão importantes para agências terceiras. Com ressalva à Anvisa, que mostrou punho político na conquista do Genérico.

O desfecho desta história foi forçar o cancelamento da linha com perda oficial do número e como um novo cliente (outra operadora) acabei resgatando o meu próprio número ;) O que mudou nesta história foi a motivação de quem trabalha na área. Infelizmente o interesse de vender, bater cota, valem muito mais do ficar sem celular. O lado humano, a responsabilidade profissional, a ética, a integridade moral foi comprado numa promoção! Estes são os valores que empresas líderes disseminam em nossa sociedade: a lógica da mercadoria!

Vai tarde TIM! Vai p/ P!@#$%ˆ&*()!!! hehe


E-commerce: importância da plataforma livre

Este post é inspirado na recente experiência de criação do novo e-commerce para a editora Publisher Brasil, usando Wordpress.

Antigamente, escolher a localização para um novo empreendimento comercial era a principal etapa para o sucesso. Hoje, o desafio é outro: partir ou não para o virtual. Toda iniciativa de e-commerce é fascinante pela rapidez, disponibilidade, alcance, comodidade, economia, controle e agora: mobilidade e conectividade.

Fazemos parte da era dos consumidores interagentes, aqueles que antes de comprar, fazem uma pesquisa detalhada e ainda trocam experiências nas redes sociais - ávidos por novidade e informação - é o virtual a favor do consumo consciente, qualidade e economia de tempo e dinheiro. Bem-vindo ao mercado digital!

Segundo e-commerce.org, Brasil é o 5º país no mundo em usuários de internet. Em 2011, foram 32 milhões de consumidores que movimentaram 18 bilhões de reais.

Tenho uma ideia, o que preciso pensar?

Antes de se aventurar num empreendimento, analise:

- nicho de mercado que vai atender;
- como funciona a concorrência na internet;
- estudar hábitos e costumes dos consumidores;
- se o produto é fácil de comercializar na internet;
- conhecer aspectos legais dos produtos e o entorno;
- procurar bons fornecedores e baixos custos sempre;
- entregas eficientes, seguras e econômicas;
- planejar estratégias de divulgação.

É importante dizer que todos têm boas ideias, mas é preciso apurar o quão relevante será para a Web e se existem recursos para sustentar o projeto como um todo até que ele engrene. Os principais investimentos ficarão por conta das ações de comunicação, estes podem ser anúncios on/offline, articulação em redes sociais e campanhas no Google.

E o site, por onde começo?

Basicamente têm 3 caminhos para se ter um e-commerce:

1) Desenvolvimento próprio
Concepção do zero, envolve equipe de criação e programação. Ponto positivo fica por conta de ter um resultado final sob medida. Negativos: alto custo de mão de obra, muito tempo de desenvolvimento e paciência para gestão de projeto de nível técnico elevado.

2) Plataforma proprietária
Sistema bolo pronto, comprou usou. Pontos positivos: prazo imediato, funcionalidades para compras avançadas e suporte. Negativo: sistema engessado para customização, preço alto e falta de autonomia. Empresas: Linx, FastCommerce, Tray e DotStore.

3) Plataforma livre
Temos como CMS (Content Manager System) o Joomla, Drupal e Wordpress. São ambientes para gerenciamento de conteúdo. Positivo: aproveitamento de funcionalidades e temas prontos, economia pela otimização de esforços (1/3 em relação ao desenvolvimento próprio) e participação de movimentos colaborativos com troca de contribuições em alta frequência. Negativos: dificuldade de integração entre plugins, funcionalidades genéricas e quase sem suporte.

Opinião

Trabalhei por anos com as 3 situações, a melhor foi a livre em Wordpress, explico:

O Próprio envolveu muito tempo, alto investimento e eterna dependência de profissionais especializados, estes fatores desgastaram o todo.

O Propritário cria dependência com a empresa desenvolvedora e ainda condiciona a evolução da plataforma a boa vontade de se investir em atualização. O interesse será movido pela situação de mercado. Quando a empresa assume posição vantajosa, simplesmente abandona seus sistemas e clientes. Também o sistema é uma caixa preta, não podendo legalmente ser alterado e nem tecnicamente interpretado. Caso dependa de um suporte mais exclusivo, terá que arcar com valores extorsivos.

O Livre têm qualidade e diversidade de informações, fruto da inteligência coletiva e que compensa qualquer modelo Proprietário. O esforço fica por conta do caráter autodidata. Fora que o sistema é sempre atual, está documentado e qualquer um pode continuar o trabalho.

Em resumo, penso que o que atrapalha não são benefícios e fragilidades de cada modelo e sim uma cultura alá consumista e servil. Na retórica - "Não quero soluções inovadoras, quero A QUEM RESPONSABILIZAR" - mesmo que a solução seja ultrapassada. O Livre é mais do que códigos, opções ou modelos de plataforma. É uma cultura de compartilhamentos sedenta por autonomia e só entra nesse barco quem tem coragem de depender mais de si mesmo do que seu dinheiro. A recompensa, como sugere o nome: SER LIVRE!

Novo Site Publisher Brasil

Apresento novo e-commerce, que partiu de plataforma proprietária para livre em Wordpress:

Novo:
Home Produto Home mobile Painel de controle

Antes:
Home Painel de controle

A importância do projeto está na integração avançada de funcionalidades. O site permite ciclo completo de compra, gerenciamento e manutenção de vendas, dados e informações. Compatível com as redes sociais, SEO e mobile.

Foi usado Wordpress (versão mais atual em pt-br), o tema da WooCommerce e os plugins: FrameworkWooCommerce e WooPagSeguro.

Agradeço ao amigo e parceiro Nilson Machado pelo empenho e força e ao casal Adriana Delorenzo e Renato Rovai pelo apoio e ter acreditado em nosso trabalho.

Indico: Sebrae-SP em parceria com APADi (Associação Paulista das Agências Digitais) lançou um guia para orientar o empreendedor digital: apadi.com.br