Pobre na coletividade, o Brasil piora o seu futebol diante do México. Esperava mais.

Depois da Croácia, ganhamos tempo de treinamento, 3 pontos e menos ansiedade. Isso deveria servir como um aliado de Felipão, mas vimos o contrário.

A desarticulação foi o maior responsável pelo fraco desempenho. Faltou sincronia entre o Ramires, Neymar, Oscar e Fred. Assim, o México crescia.

Muito distantes uns dos outros, Oscar era obrigado a arriscar de longe, Neymar a exagerar no individualismo e Fred até tentou vir buscar o jogo, mas longe e lento ficou difícil.

No intervalo, entrou Bernard no lugar de Ramires e Oscar foi deslocado para a direita, conforme a sua grande atuação no jogo anterior.

O defensivo Brasil perde mais a sua força. México encontra facilidade pelo meio e começa os chutes à gol.

Existiam espaços na direita, esquerda e centro. Viva o nervosismo, que de certa maneira poupou o Brasil.

A entrada do Jô ajudou, trouxe movimentação que Fred não teve.

Nos minutos finais, o Brasil volta a atacar, mas falha muito na criação.

William no lugar de Oscar foi mais uma cartada falha de Felipão. O problema não era este ou aquele jogador e sim a desorientação do treinador.

Os melhores em campo foram Thiago Silva e Júlio Cesar. E mérito para o goleiro Ochoa.

Criatividade?

Criatividade é um conjunto de coisas a serem melhoradas. A compactação, articulação no coletivo, coragem de furar bloqueio num lance individual, mas também ter o acompanhamento para finalizar as jogadas.

Diante da Croácia pelo menos o Brasil conseguiu roubar bolas no meio de campo, as insistidas deram os lances de gol.

Em analogia com redes de internet, digamos que o jogo foi uma topologia ponto-a-ponto.

Tá faltando o conceito de redes para o futebol =P

Até a próxima.