Convite: Ativismo Digital em Debate #CPBR6
Convite: Ativismo Digital em Debate #CPBR6

Meu 2013 começou bem, fiz parte do debate sobre Ativismo Digital na #CPBR6, a convite do Partido Pirata e representando a criação de #APPs #Mobile para movimentos em rede. Principais realizados: Marco Civil, Partido Pirata, MMM e UFABC Mob.

Hoje, um dia após o incêndio na boate Kiss, internautas organizaram passeata pela paz onde reuniu 35 mil pessoas no centro da cidade. Outro exemplo expressivo foi a Marcha das Margaridas (Brasília/2011) reunindo 70 mil mulheres.

Marcha das Margaridas. Foto: Beto Oliveira | "Protestos e reivindicações surgem no meio virtual e transferem-se para o mundo físico por marchas".
Marcha das Margaridas. Foto: Beto Oliveira | “Protestos e reivindicações surgem no meio virtual e transferem-se para o mundo físico por marchas”.

Sem contar exemplos como a Lei da Ficha Limpa, Diário de Classe, Marco Civil da Internet, entre outros, onde a Internet possibilitou que pessoas engajadas se reunissem e colocassem suas convicções em prática.

O Ciberativismo vem como alternativa aos meios de comunicação tradicionais, permitindo “driblar” o monopólio da opinião pública, pluralizar a emissão de ideias, crenças e convicções políticas. Agora o difícil não é falar; é ser ouvido.

Como começou?

A partir dos anos 90, hackers se politizaram e então tiveram que passar a enfrentar o Estado para compartilhar códigos. Tiveram que se coletivizar para enfrentar leis de propriedade intelectual.

Militante #Anonymous
Militante #Anonymous

Uma das maiores expressões globais de ativismo digital da atualidade são os Anonymous, um modelo de ação que nasceu nos EUA entre ativistas, artistas e hackers. Usando técnicas do hackeamento e da hipertrofia, realizaram a Operação Payback, em protesto à retirada do site do Wikileaks e muitos outros.

Desafios

Nem tudo são flores, o ativismo digital tem alguns desafios onde destaco: Exclusão digital, não tem acesso à Internet ou habilidades com as tecnologias; Cyberbalcanização, quando há fragmentação e polarização de um determinado assunto invés de consenso; Ativismo preguiçoso, “fora da internet” (ações de caridade, trabalho voluntário e passeatas) engajamento bem abaixo do online, aliviando somente a consciência. Este último reforço argumento que RTs e SHAREs não é participar, compartilhar é diferente que comprometimento.

Futuro

As novas tecnologias criam condições de participação direta dos cidadãos no assunto público. Instituições devem atuar de maneira favorável a uma aproximação entre cidadãos e representantes de tal forma onde: “os destinos da democracia e do ciberespaço estão amplamente ligados” (Pierre Lévy, Ciberdemocracia. 2002, p. 32).

O futuro da Internet está ai e vai rumo à cibercidadania e ciberdemocracia mundial. Serão manifestantes 2.0 com e-participação efetiva nos processos de políticas públicas. Penso que para nova realidade serão redescutidos novos formatos, novos limites (regional para mundial) e porque não pensar num cibergoverno. Viagem?

#CPBR6

O evento se supera a cada ano e o ponto forte são as palestras com seus celebres convidados. O negativo, acho um pouco amador como são conduzidos os networks entre participantes e a própria organização. No meu caso, a experiência foi muito positiva, pois reencontrei amigos que fazem parte da minha “bolha”. A solução aqui é trabalhar mecanismos de afinidade que perpetuam a troca constante de figurinhas entre participantes.

Participantes reunidos
Participantes reunidos

Agradeço aos amigos @caribe, Sara Winter e o pessoal do @PartidoPirataBR pelo convite e enobrecimento da discussão.

Referências

SOPA e PIPA: O que é Protect IP Act Breaks the Internet (legendado)

Sites e Coletivos: Trezentos, Intervozes, Overmundo, Centro de Mídia Independente e Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.